Após internação por pneumonia, defesa de Bolsonaro pede que o STF conceda prisão domiciliar humanitária devido ao quadro de saúde e fragilidade clínica do ex-presidente.
No pedido, os advogados solicitam que Moraes reconsidere decisão anterior que rejeitou a prisão domiciliar para o ex-presidente.
O novo pedido da defesa ocorre quatro dias depois de Bolsonaro ser internado em um hospital privado de Brasília para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração.
Na última sexta-feira (13), o ex-presidente, que cumpre prisão na Papudinha por tentativa de golpe de Estado, passou mal e precisou ser levado ao hospital.
Conforme boletim médico divulgado nesta segunda-feira (16), o ex-presidente tem apresentado melhora clínica, resposta favorável ao tratamento com antibióticos e recuperação das funções renais.
A defesa cita, no pedido a Moraes, relatório médico atualizado elaborado pela equipe responsável pelo acompanhamento clínico de Bolsonaro, que, segundo advogados, aponta para a possibilidade de novos episódios como o que levou à última internação.
Os advogados afirmam ainda que Bolsonaro precisa de “monitoramento clínico frequente”.
“A partir desse dado objetivo, verifica-se que a permanência do peticionário [Bolsonaro] no atual ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade, especialmente em cenário de comorbidades múltiplas e já documentadas”, diz a defesa.
Os advogados reconhecem que a estrutura montada na Papudinha para atendimento ao ex-presidente é boa, mas destacam a fragilidade clínica de Bolsonaro.



