Bolsonaro diz ser “impossível governar o Brasil” se câmara derrubar veto de ajuste a servidores

O Senado foi um fator surpresa ao derrubar o veto do presidente

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, dia 20, que será “impossível” governar se a Câmara dos Deputados derrubar o veto que impede o reajuste do salário dos servidores públicos.

Enquanto conversava com eleitores na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro declarou: “Ontem, o Senado derrubou um veto que vai dar um prejuízo de R$ 120 bilhões para o Brasil. Então, eu não posso governar o país. Se esse (a derrubada) veto for mantido na Câmara, é impossível governar o Brasil. É impossível”.

Se o veto for mantido pela Câmara, em votação nesta quinta, a concessão de reajustes a qualquer categoria do serviço público fica proibida até o fim do ano que vem. Se for derrubado, o reajuste não é automático, fica a critério das autoridades competentes.

O impedimento dos reajustes foi uma contrapartida do governo para aprovar o pacote de socorro de R$ 60 bilhões a estados e municípios, cujos cofres foram abalados pela pandemia.

Ao aprovar o pacote, o Congresso autorizou que governos locais reajustassem salários de funcionários da saúde e da segurança pública que trabalham na “linha de frente” do enfrentamento à Covid-19. Bolsonaro, no entanto, vetou a permissão para reajuste por considerar que a verba enviada não poderia ser desviada para isso.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, foi um defensor do veto e criticou a decisão do Senado de derrubá-lo. Rodrigo Maia, presidente da câmara, também disse ser “muito importante” manter o veto de Bolsonaro.

 

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