A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tinha em De Toni seu nome preferido para concorrer ao Senado em Santa Catarina, estado onde o governador Jorginho Mello tentará a reeleição. O deputado federal Cabo Gilberto Silva, líder da oposição, afirmou que Bolsonaro comunicou a escolha de De Toni e outro nome durante uma visita recente, confirmando a decisão do ex-presidente. Essa escolha de Bolsonaro causa um racha político, retirando da chapa de Jorginho o senador Esperidião Amin, mostrando uma clara divergência estratégica.
Inicialmente, o PL havia indicado Carlos e Amin como os nomes ao Senado, porém, a escolha de De Toni acabou alterando esse cenário. Apesar de Amin ser um aliado do bolsonarismo em SC, pesquisas indicaram melhor posicionamento eleitoral para De Toni. Internamente no PL, a expectativa é de que o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, mantenha a escolha de Bolsonaro, enquanto Valdemar ficaria responsável por outros cargos.
Apesar do desgaste com o PP de Amin, bolsonaristas acreditam que a federação formada com a União Brasil apoie Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. A disputa em SC escancara divergências no campo da direita e expõe discordâncias entre integrantes do PL. Aliados de Amin garantem que ele vai concorrer ao Senado independentemente das negociações, com preferência pela chapa do PL.
Jorginho, candidato à reeleição, ampliou sua base de apoio ao longo do mandato e já desenha uma chapa para as próximas eleições. A situação em SC reflete um cenário de embate político e estratégias divergentes entre as lideranças locais, evidenciando a complexidade do tabuleiro eleitoral no estado.




