O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro foi liberado do hospital ontem, após passar vários dias sob observação devido a três cirurgias. Apesar de ter deixado a unidade médica, ele foi transferido de volta para a sede da Polícia Federal em Brasília, onde continua cumprindo uma pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe militar, pois a Suprema Corte rejeitou sua solicitação de prisão domiciliar.
Bolsonaro saiu do hospital em um comboio de escolta da Polícia Militar e carros pretos sem identificação, saindo da garagem do prédio por volta das 18h40. Ele foi levado para a sede da Polícia Federal na capital brasileira, onde está cumprindo sua pena desde novembro passado.
Sua volta à custódia ocorreu depois que o juiz da Suprema Corte Alexandre de Moraes rejeitou na quinta-feira à tarde, assim como havia feito duas semanas atrás, o pedido dos advogados do ex-presidente de confirmar a prisão domiciliar concedida após sua saída do hospital por motivos humanitários. O juiz afirmou que a defesa de Bolsonaro não apresentou ‘novos fatos que possam alterar as razões da decisão de negar o pedido de prisão domiciliar humanitária emitida em 19 de dezembro de 2025’.
Inicialmente submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal, o ex-presidente precisou de cirurgias adicionais nos dias seguintes para os médicos bloquearem os nervos frênicos direito e esquerdo, responsáveis pelos movimentos do diafragma, a fim de interromper os soluços persistentes que vinha experimentando nos últimos meses.
O documento também destaca que a equipe médica, incluindo um fisioterapeuta, continuará tendo acesso total para tratá-lo, administrar medicamentos e fornecer ‘alimentos preparados por seus familiares’. Os recentes procedimentos cirúrgicos somam-se a uma lista de intervenções pelas quais Bolsonaro, de 70 anos, passou para tratar de diversos problemas abdominais, hérnias e obstruções intestinais resultantes do esfaqueamento que sofreu em 2018, quando era candidato à presidência. Ele cumpre uma pena de 27 anos e três meses de prisão desde o final de novembro, por liderar uma tentativa de golpe contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre 2022 e 2023.




