O ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, a permissão para abater parte de sua pena através da leitura de livros. Entre as opções de obras estão ‘Ainda estou aqui’, de Marcelo Rubens Paiva, e ‘Crime e Castigo’, de Fiódor Dostoiévski, presentes na lista do sistema penitenciário do Distrito Federal.
Segundo as regras do programa, cada livro lido e avaliado pode resultar na remição de quatro dias da pena, mediante a apresentação de um relatório escrito pelo detento, avaliado por uma comissão e homologado judicialmente.
‘Ainda Estou Aqui’, de Marcelo Rubens Paiva, lançado em 2015 pela editora Alfaguara, narra a história de sua família após o desaparecimento de seu pai, vítima da ditadura militar. Inspirou um filme de sucesso dirigido por Walter Salles.
‘Crime e castigo’, obra de Dostoiévski do século XIX, retrata um jovem consumido pela culpa após cometer um assassinato, explorando sua consciência e visão de mundo. Já ‘Democracia’, de Philip Bunting, é um livro ilustrado que aborda o conceito político.
A defesa de Bolsonaro pede sua inclusão no programa de remição de pena pela leitura, ressaltando a importância da atividade educativa para a ressocialização. Solicitam autorização judicial para acesso aos livros e elaboração das resenhas exigidas.
Os advogados requerem que Moraes autorize a participação de Bolsonaro no programa, garantindo o acesso às obras e registro das atividades para possíveis abatimentos futuros da pena.




