O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta da UTI (unidade de terapia intensiva) nesta segunda-feira (23) e será transferido para um quarto no hospital onde está internado há 10 dias. A informação foi confirmada pelo médico Brasil Caiado.
Mais cedo, o boletim da equipe que atende o presidente indicava sua saída da UTI, caso a evolução fosse satisfatória. Bolsonaro está internado desde o dia 13, em Brasília, para tratar de uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. Submetido a tratamento com antibióticos, vem apresentando melhoras nos últimos dias.
"[Bolsonaro] segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora", diz o boletim médico divulgado nesta segunda. "Se mantiver evolução satisfatória, deverá receber alta da terapia intensiva nas próximas 24 horas."
Nesta segunda, a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor do pedido de prisão domiciliar protocolado pela defesa de Bolsonaro. "A evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime, em linha com o que admite o Supremo Tribunal em circunstâncias análogas", disse o procurador-geral Paulo Gonet.
No último episódio de internação, Alexandre de Moraes, do STF, solicitou informações ao hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado. Após a manifestação da PGR, caberá a Moraes decidir sobre a prisão domiciliar.
O ex-presidente, preso desde novembro, foi transferido para o hospital DF Star após diagnóstico de risco de morte. Aos 71 anos, enfrenta complicações médicas decorrentes da facada sofrida em 2018.
"Extremamente grave", chegou a classificar o médico Claudio Birolini, porém, Bolsonaro respondeu bem ao tratamento, apresentando melhora. Pressões para concessão de prisão domiciliar aumentam sobre Moraes.
A internação de Bolsonaro ampliou a pressão para que Moraes conceda a domiciliar ao político. Dois ministros próximos a ele tentam persuadi-lo a atender ao pedido da defesa.
Com novos desdobramentos, a situação de Bolsonaro segue sendo acompanhada de perto.




