Bolsonaro deixa hospital e volta para prisão na PF após exames, diz Michelle
Exames foram solicitados pela defesa do ex-presidente após ter sofrido uma queda na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Moraes autoriza ida de Bolsonaro ao hospital para exames
Moraes autoriza ida de Bolsonaro ao hospital para exames
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou nesta quarta-feira (7) por exames na cabeça após ter sofrido uma queda na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Bolsonaro passou mal novamente na madrugada de terça-feira (6). A informação foi compartilhada via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e confirmada pelo médico do político e pela Polícia Federal.
Ele chegou nesta manhã ao hospital particular DF Star para ser submetido aos seguintes exames: Tomografia Computadorizada de Crânio; Ressonância Magnética de Crânio; e Eletroencefalograma.
Todos os procedimentos são feitos para avaliar a área do crânio, contudo cada um tem uma especificidade (saiba quais abaixo).
Os exames foram solicitados pela defesa do ex-presidente e autorizados nesta quarta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
1 de 1 O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão — Foto: Pablo Porciuncula/AFP
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão — Foto: Pablo Porciuncula/AFP
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE CRÂNIO
Exame de imagem que utiliza raios-x e tecnologia computadorizada para gerar cortes detalhados da cabeça.
Para que serve: identifica fraturas, hemorragias, coágulos, tumores e outras alterações estruturais. É muito usada em casos de trauma craniano para diagnóstico rápido e também para acompanhar a evolução de doenças ou planejar cirurgias.
Como é feito: o paciente deita em uma maca que passa por um equipamento em formato de túnel. Pode ser necessário usar contraste. O exame dura poucos minutos e exige imobilidade.
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DE CRÂNIO
Utiliza campo magnético e ondas de rádio — sem radiação — para produzir imagens detalhadas do cérebro e estruturas internas da cabeça.
Para que serve: indicada para avaliar tumores, aneurismas, AVC, inflamações, esclerose múltipla e outras lesões neurológicas. Também é usada para monitorar tratamentos e planejar cirurgias.
Como é feito: o paciente entra em um túnel magnético, podendo receber contraste à base de gadolínio. O exame dura cerca de 30 minutos, é barulhento e exige imobilidade.
ELETROENCEFALOGRAMA
Registra a atividade elétrica do cérebro por meio de eletrodos colocados no couro cabeludo.
Para que serve: ajuda a diagnosticar epilepsia, alterações de consciência, distúrbios do sono, encefalites e sequelas de AVC. Também pode indicar morte cerebral ou monitorar anestesia.
Como é feito: são fixados eletrodos com gel na cabeça, e o paciente segue estímulos simples, como abrir e fechar os olhos. O exame dura de 20 a 40 minutos.
POR QUE OS TRÊS EXAMES JUNTOS?
A tomografia mostra estruturas ósseas e possíveis sangramentos; a ressonância detalha tecidos moles e lesões neurológicas; e o eletroencefalograma avalia a atividade elétrica cerebral. Combinados, oferecem uma visão completa da anatomia, do funcionamento e de possíveis alterações no cérebro, fundamentais para diagnóstico e definição de tratamento.
QUEDA NA MADRUGADA
Segundo o cirurgião Claudio Birolini, Bolsonaro se sentiu mal, caiu da cama onde dorme na sala de Estado-maior e teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve.
O acidente ocorreu seis dias após o ex-presidente receber alta após passar por procedimentos médicos para tratar uma hérnia e um quadro de soluços.
Segundo a TV Globo apurou, o ex-presidente não chegou a pedir ajuda aos agentes
da PF após a queda. A lesão foi identificada apenas no dia seguinte.
Após avaliação, o médico responsável recomendou que ele permanecesse sob
observação.
No início da tarde desta terça, a Polícia Federal divulgou uma nota na qual
confirmou o atendimento médico após queda na madrugada.
Segundo a PF, o médico da corporação constatou que houve ferimentos leves e não
identificou necessidade de ida ao hospital, sendo indicada apenas observação.
Em seguida, a informação foi atualizada. De acordo com a PF, um eventual
encaminhamento ao hospital dependeria de autorização do Supremo Tribunal Federal.




