Bombeiro morre após levar choque elétrico em dia de folga

Um bombeiro de 22 anos morreu após sofrer um choque elétrico em uma fazenda de Niquelândia, no norte de Goiás. Thiago Borges Texeira estava de folga e havia ingressado na corporação há dois meses.

O acidente aconteceu na noite do último sábado, 29. Familiares chegaram a tentar fazer reanimação cardiopulmonar no jovem, mas sem sucesso. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para reanimar o jovem, mas o óbito foi registrado ainda no local.

Em nota, compartilhada nas redes sociais, o Corpo de Bombeiros declarou que a corporação “está em luto pela perda de um irmão de farda”. Nos comentários, amigos e familiares de Thiago relataram a dor da perda do jovem e o homenagearam com palavras. “É uma perda irreparável. Conte com minhas orações e que Deus abençoe e conforte o coração de todos. O pelotão Hotel está de luto”, disse um colega de trabalho.

O jovem foi velado na tarde deste domingo, 30, na Funerária Global, em Niquelândia, e sepultado no Cemitério Municipal São José.

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Ponte TO-MA: Agência irá avaliar qualidade da água de rio após queda de ponte

A Agência Nacional de Águas (ANA) anunciou nesta terça-feira, 24, que está avaliando a qualidade da água no Rio Tocantins, na área onde desabou a ponte Juscelino Kubitschek, entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). Essa medida se justifica devido à informação de que alguns dos caminhões que caíram no rio após a queda da ponte carregavam pesticidas e outros compostos químicos.

O foco das análises está no abastecimento de água a jusante (rio abaixo) a partir do local do acidente. A ANA, em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente do Maranhão, vai determinar os parâmetros básicos de qualidade da água e coletar amostras para as análises ambulatoriais. O objetivo é detectar os principais princípios ativos dos pesticidas potencialmente lançados na coluna d’água do rio Tocantins.

As notas fiscais dos caminhões envolvidos no desabamento apontam quantidades consideráveis de defensivos agrícolas e ácido sulfúrico na carga dos veículos acidentados. No entanto, ainda não há informações sobre o rompimento efetivo das embalagens, que, em função do acondicionamento da carga, podem ter permanecido intactas.

Devido à natureza tóxica das cargas, no domingo e segunda-feira, 23, não foi possível recorrer ao trabalho dos mergulhadores para as buscas submersas no rio. O Corpo de Bombeiros do Maranhão confirmou nesta terça-feira, 24, a morte de quatro pessoas (três mulheres e um homem) e o desaparecimento, até o momento, de 13 pessoas.

Sala de crise

Na quinta-feira, 26, está prevista a reunião da sala de crise para acompanhamento dos impactos sobre os usos múltiplos da água decorrentes do desabamento da ponte sobre o rio Tocantins. Além da própria ANA, outros órgãos participam da sala de crise, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o Ministério da Saúde.

O Dnit está com técnicos no local avaliando a situação para descobrir as possíveis causas do acidente. Segundo o órgão, o desabamento foi resultado porque o vão central da ponte cedeu.

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