Bonde Urbano Digital inicia operação completa na Região Metropolitana de Curitiba; veja como funciona
Veículo faz rota entre Pinhais e Piraquara e funciona em sistema movido por indução magnética.
O Bonde Urbano Digital (BUD) entrou em operação oficial na manhã de terça-feira (6) e, pela primeira vez desde o início do funcionamento, percorreu todo o trajeto previsto no sistema. Abaixo, confira perguntas e respostas sobre o transporte.
O BUD liga o Terminal São Roque, em Piraquara, ao Terminal Metropolitano de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O percurso, de cerca de dez quilômetros, foi concluído em aproximadamente 25 minutos.
O transporte já estava em funcionamento desde 9 de dezembro, porém em trajeto parcial. Com a mudança, passa a atender integralmente o percurso planejado.
O sistema é guiado no asfalto por meio de indução magnética, o que dispensa a instalação de trilhos físicos. O Paraná é o primeiro estado da América do Sul a testar a tecnologia.
Perguntas e respostas sobre o Bonde Urbano Digital:
1. Qual é a rota do bonde?
2. Quantos passageiros cada bonde transporta?
3. Qual é o valor da passagem?
4. Muda algo no transporte tradicional?
5. O Bonde Urbano Digital precisa de motorista?
6. Qual velocidade o bonde consegue atingir?
7. Como funciona a tecnologia que move o bonde?
8. Qual tipo de combustível o bonde usa?
9. A tecnologia é usada em outros locais?
QUAL SERÁ A ROTA DO BONDE?
A rota percorrida pelo veículo sairá do Terminal de Pinhais, passando pela Avenida Ayrton Senna da Silva e a Rodovia Dep. João Leopoldo Jacomel até chegar ao Terminal São Roque, em Piraquara, de maneira direta, em uma extensão de cerca de 10 quilômetros.
QUANTOS PASSAGEIROS CADA BONDE TRANSPORTA?
Segundo o Governo do Paraná, o Bonde Urbano Digital tem capacidade para até 280 passageiros. Há a possibilidade de ampliação para transporte de 360 passageiros. Atualmente, o maior ônibus em circulação no transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba tem capacidade para 250 pessoas. Atualmente os ônibus que fazem a linha entre Pinhais e Piraquara transportam 10 mil passageiros por dia.
QUAL É O VALOR DA PASSAGEM?
O valor da passagem para o Bonde Urbano Digital é de R$ 5,50, o mesmo cobrado pelo transporte tradicional.
MUDA ALGO NO TRANSPORTE TRADICIONAL?
Segundo o governo, não. O sistema de transporte tradicional continua operando normalmente.
O BONDE URBANO DIGITAL PRECISA DE MOTORISTA?
Não, ele tem orientação autônoma. Apesar disso, conforme Gilson Santos, todos os testes foram realizados com motoristas. “Ele é autônomo, mas ele sempre funciona com um guia. Sempre tem um piloto auxiliar junto, para quando, eventualmente, seja necessário fazer essa condução fora do trilho digital”, detalha Santos. A Amep estuda, junto com órgãos de regulamentação de trânsito, a possibilidade da atuação do veículo sem um condutor.
QUAL VELOCIDADE O BONDE CONSEGUE ATINGIR?
A velocidade de deslocamento de um Bonde Urbano Digital pode chegar a até 70 km/h.
COMO FUNCIONA A TECNOLOGIA QUE MOVE O BONDE?
O Bonde Urbano Digital tem um modelo parecido com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – usado no Rio de Janeiro e na Baixada Santista. Porém, ao invés de trilhos, o BUD é guiado no asfalto, por meio de indução magnética: uma espécie de “trilho virtual”. Conforme Gilson Santos, os magnetos são instalados no asfalto, a cada um metro. A tecnologia também está preparada para, futuramente, operar com hidrogênio.
QUAL TIPO DE COMBUSTÍVEL O BONDE USA?
O Bonde Urbano Digital é 100% elétrico. Ele possui baterias de íons de lítio de 600 kWh e pode ser carregado por meio de um dispositivo similar ao instalado no teto de trens e bondes elétricos para coletar energia elétrica da rede aérea. Segundo o Governo do Paraná, 30 segundos é o suficiente para garantir a autonomia de três a cinco quilômetros. Com carga completa, que leva 12 minutos, o veículo possui autonomia de até 40 quilômetros de operação contínua, conforme o governo.
A TECNOLOGIA É USADA EM OUTROS LOCAIS?
Sim. O sistema está instalado em cidades da China e está em processo de instalação na Austrália A aplicação no Paraná segue como referência o projeto realizado em Campeche, no México. Lá, a linha guiada tem cerca de 15 quilômetros, sendo cinco deles de condução automática segregada, com 13 estações. São cinco veículos com três vagões cada, que conectam a estação de trem Maya, o aeroporto da cidade, áreas residencial e histórica e a praia. Conforme o Governo do Paraná, o tempo de implantação completa do sistema mexicano foi de 14 meses. Mais detalhes sobre o transporte e as inovações tecnológicas envolvidas podem ser conferidos nas próximas etapas de implementação do Bonde Urbano Digital na região metropolitana de Curitiba.




