Brasil avalia medidas diante das tarifas de Trump sobre exportações: O que está em jogo?

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A decisão do presidente Donald Trump de impor uma tarifa adicional de 10% sobre todas as exportações brasileiras para os Estados Unidos gerou críticas por parte do governo brasileiro. O Ministério das Relações Exteriores, também conhecido como Itamaraty, considerou o “tarifaço” de Trump uma violação dos compromissos dos EUA com o comércio mundial. A medida foi classificada como unilateral, injusta e desequilibrada, levando o Brasil a avaliar possíveis reações.

Em comunicado oficial divulgado pelo Itamaraty, o Brasil expressou preocupação com os impactos que a nova tarifa pode causar ao comércio bilateral. Além disso, a medida foi apontada como uma violação dos compromissos assumidos pelos EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC). A nova tarifa, somada a outras já em vigor, como as que afetam o aço, alumínio e automóveis, terá um impacto direto sobre todas as exportações de bens brasileiros para os EUA.

O argumento de “reciprocidade comercial” utilizado por Trump para justificar as novas tarifas foi contestado pelo governo brasileiro. Segundo o comunicado, os Estados Unidos mantêm um superávit comercial expressivo com o Brasil, o que evidencia um desequilíbrio real em favor dos norte-americanos. Somente no ano passado, esse superávit chegou a US$ 28,6 bilhões, tornando-se o terceiro maior superávit comercial dos EUA em todo o mundo.

Diante da situação, o Brasil anunciou que pretende consultar o setor privado para analisar o impacto das novas tarifas e defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos EUA. Além disso, o governo mantém aberto o canal diplomático, porém não descarta a possibilidade de adotar medidas legais e comerciais, incluindo uma possível ação na OMC. O Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, em análise na Câmara dos Deputados, foi mencionado como um instrumento importante para permitir ações de retaliação em casos como esse.

Com a intenção de assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, o governo brasileiro continua avaliando todas as possibilidades de ação. A defesa dos legítimos interesses nacionais é a prioridade nesse contexto, e medidas como o recurso à OMC estão sendo consideradas. A situação gerada pelo “tarifaço” de Trump segue sendo monitorada de perto, com o objetivo de garantir que o comércio entre Brasil e EUA seja baseado em princípios justos e equilibrados para ambas as partes.

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