O Brasil discursou no Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira (5) após a ação dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. O embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, enfatizou que “não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”. Para Danese, essa abordagem carece de legitimidade e abre espaço para que os mais fortes determinem o que é justo e injusto.
Na declaração apresentada, o Brasil condenou os ataques, ciente de que a situação no país vizinho é complexa e desafiadora. A diplomacia brasileira, embora comprometida com a defesa das normas que regem a convivência entre Estados, rejeitou ações baseadas em interesses ou projetos ideológicos, políticos, geopolíticos, econômicos ou de qualquer outra natureza. Segundo o embaixador, a exploração de recursos não justifica o uso da força ou a mudança ilegal de governo em um mundo que busca promover a paz e prosperidade no século XXI.
Diante desse contexto diplomático tenso, é importante considerar a necessidade de diálogo e cooperação entre as nações envolvidas. O Brasil reforçou seu compromisso com a paz e a estabilidade na região, destacando a importância de respeitar os princípios fundamentais das relações internacionais. Danese ressaltou que a busca pela prosperidade global não deve ser confundida com áreas de influência geopolítica, mas sim construída sobre a base do respeito mútuo e da cooperação em prol do bem-estar comum.
A atualização do posicionamento brasileiro no Conselho de Segurança da ONU reflete a preocupação do país com a manutenção da ordem internacional e a defesa do Estado de Direito. É fundamental que as questões relacionadas aos conflitos regionais sejam abordadas com seriedade e responsabilidade, buscando soluções pacíficas e sustentáveis para os impasses existentes. O Brasil reitera seu compromisso com a paz e a justiça, rejeitando qualquer ação que viole os princípios democráticos e a soberania dos Estados envolvidos.
Neste cenário desafiador, a comunidade internacional deve permanecer vigilante e engajada na promoção da paz e na garantia dos direitos humanos. O Brasil reafirma sua posição de respeito à autodeterminação dos povos e à não intervenção nos assuntos internos de outras nações, em consonância com os valores consagrados pela Carta das Nações Unidas. Diante das complexidades geopolíticas em jogo, a busca por soluções pacíficas e sustentáveis deve ser prioridade no cenário internacional, visando construir um mundo mais justo e harmonioso para todos.




