Brasil não adere à aliança dos EUA por minerais críticos: estratégia para garantir autonomia e desenvolvimento tecnológico

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O Brasil não deve aderir à aliança proposta pelos Estados Unidos sobre minerais críticos e terras raras, de acordo com integrantes do governo. A posição do país é privilegiar negociações que garantam a autonomia brasileira no controle, produção e comercialização desses produtos. Minerais críticos e estratégicos desempenham um papel central na economia atual e futura, sendo essenciais para tecnologias de ponta, como chips para celulares, computadores e na transição energética.

O tema será discutido durante o encontro agendado entre os presidentes Lula e Donald Trump, em março na Casa Branca. O governo brasileiro acredita que a recusa em aderir à aliança não prejudicará a boa relação construída entre os dois chefes de Estado. Na última quarta-feira, o governo dos EUA convocou 54 países e a União Europeia para uma reunião, na qual revelaram o interesse em criar um bloco comercial para controlar a produção, refino e preços desses minerais, visando diminuir a influência da China no mercado.

O Brasil, que detém a segunda maior reserva de minerais críticos e terras raras do mundo, entende que o pacto proposto pelos EUA é uma “camisa de força” que atende apenas aos interesses americanos. O governo brasileiro pretende dominar o ciclo de processamento desses minerais, evitando tornar-se apenas um fornecedor de matéria-prima. A estratégia do Brasil é negociar não apenas com os EUA, mas também com União Europeia, China e Índia, priorizando, inicialmente, negociações bilaterais.

A cautela do Brasil tem como objetivo evitar repetir práticas do passado, em que o país exportou matérias-primas sem processamento nem valor agregado. O presidente Lula da Silva busca uma abordagem de universalidade na tratativa desse tema, buscando parcerias que estejam alinhadas com os interesses e a soberania nacional. O Brasil reconhece a importância dos minerais críticos, mas preza pela autonomia e controle sobre a produção desses recursos, sem ficar à mercê de acordos que não beneficiem o país a longo prazo.

A posição do Brasil em não aderir à aliança proposta pelos Estados Unidos demonstra a busca por um caminho que promova o desenvolvimento sustentável e a proteção dos interesses nacionais. A negativa em participar do bloco comercial liderado pelos EUA reflete a intenção do governo brasileiro em estabelecer acordos que garantam a soberania e o desenvolvimento tecnológico do país. A expectativa é que as negociações futuras com diferentes parceiros levem em consideração os interesses estratégicos do Brasil na produção e comercialização de minerais críticos e terras raras.

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