O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do Brasil autorizou o afastamento de Carlos Eduardo Higa Matsumoto, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais, para representar o país na “World Artificial Intelligence Conference” (WAIC) em Xangai, China. O objetivo principal dessa participação é estreitar a cooperação tecnológica entre o Brasil e a China, focando em **inteligência artificial**, transformação digital e inovação tecnológica. O evento ocorre entre os dias 14 e 19 de julho de 2026 e foi formalizado em despacho assinado pelo ministro substituto Luis Manuel Rebelo Fernandes.
A participação brasileira na WAIC destaca o esforço do governo em solidificar a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial (EBIA). Durante a conferência, Matsumoto participará de painéis técnicos e compromissos institucionais, em um dos maiores centros de discussão global sobre tecnologias autônomas e processamento de dados. Este intercâmbio é considerado vital por especialistas do ministério, devido ao avanço da China em infraestrutura de supercomputação e aplicações de IA em setores públicos e industriais.
Qual o diferencial da participação brasileira na WAIC?
A inserção do Brasil na WAIC é estratégica, pois visa a troca de conhecimento e o desenvolvimento de合作技术与中国。 Esta conferência serve como uma plataforma global para discutir temas importantes, como protocolos de segurança de dados e modelos de governança para sistemas de IA. A presença de Carlos Eduardo Higa Matsumoto, um especialista em articulação de acordos internacionais, indica um compromisso do governo brasileiro em alinhar-se às tendências tecnológicas dominantes na região asiática. Os custos da viagem, que incluem despesas de deslocamento e estadia, serão arcados pelo governo federal.
Historicamente, a relação entre Brasil e China em tecnologia se consolidou ao longo dos anos, especialmente com programas como o CBERS, voltados para satélites. Agora, o foco se voltará para desenvolvimento digital e inteligência artificial, essenciais na geopolítica atual. A participação no evento oferece ao Brasil oportunidades únicas de construir laços mais fortes com os centros de inovação da China e absorver conhecimentos que possam beneficiar o ecossistema de startups e instituições brasileiras de ciência e tecnologia.
Como a cooperação com a China pode impactar o Brasil?
A parceria tecnológica com a China pode potencializar o desenvolvimento de soluções voltadas para o Sul Global, tornando o Brasil um ator relevante na escala global. Com um mercado que valoriza cada vez mais a inovação, o país procura não apenas ser um consumidor de tecnologias, mas também um produtor, investindo em conhecimento e capacitação local. Essa intenção é vista como um passo positivo, considerando as oportunidades que surgem a partir de novas parcerias.
No contexto da inteligência artificial, o Brasil precisa estar preparado para acompanhar as transformações e impactos que essa tecnologia traz. O MCTI vê na cooperação com a China uma forma de evitar a dependência tecnológica e fortalecer a indústria nacional ao garantir acesso a semicondutores e hardware necessários para o processamento eficiente de dados. A presença do chefe de assuntos internacionais também reforça o compromisso governamental em se integrar às novas tecnologias que moldam a economia digital.
O que se espera da conferência em Xangai?
A WAIC deverá ser um espaço de interlocução sobre práticas e políticas em inteligência artificial, envolvendo líderes e especialistas que moldam o futuro desta tecnologia. As discussões sobre governança e segurança de dados são cruciais, especialmente no contexto das novas regulações que estão sendo discutidas no Congresso Nacional. A presença ativa do Brasil na conferência poderá ajudar a estabelecer uma posição mais sólida nas questões de ética e uso responsável de IA.
Com a expectativa de que novas parcerias surgirão, a viagem de Matsumoto representa um ponto de inflexão que pode levar a um fortalecimento significativo do ecossistema tecnológico brasileiro. Assim, a busca por novas colaborações e a troca de conhecimento são vistas como fundamentais para o progresso e para a promoção do desenvolvimento sustentável no setor. Espera-se também que a experiência adquirida durante a conferência contribua para a formação de políticas mais robustas na área de tecnologia.
A cúpula em Xangai é uma oportunidade não apenas para a troca de experiencias, mas também para a construção de uma rede que pode beneficiar empresas e instituições brasileiras. O governo deve monitorar estes desenvolvimentos para garantir que as inovações geradas durante este intercâmbio possam ser implementadas em favor do crescimento econômico e social do Brasil.



