O cinema brasileiro vive um momento de ouro na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Após a histórica conquista de Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, o país retorna à cerimônia com o aclamado O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho.
Além de disputar em quatro frentes, o longa carrega a possibilidade de quebrar um tabu que persiste há mais de três décadas na categoria de Melhor Filme Internacional.
O FANTASMA DO BICAMPEONATO
Caso vença, o Brasil será o primeiro país a conquistar a estatueta de Filme Internacional por dois anos consecutivos desde a Dinamarca, que alcançou o feito em 1987 e 1988 com os clássicos A Festa de Babette e Pelle, O Conquistador. Desde então, a rotatividade de nações vencedoras tem sido a regra, tornando o “back-to-back” um dos maiores desafios estatísticos da premiação.
Na história do Oscar, poucas cinematografias conseguiram dominar a categoria de forma tão dominante:
– Itália – recordista do feito, venceu consecutivamente em três períodos diferentes (1956-57, 1963-64 e 1970-71).
– França – também ostenta três bicampeonatos, com destaque para as vitórias em 1958-59, 1972-73 e 1977-78.
– Suécia – garantiu seu lugar na lista com as vitórias de 1960 e 1961.
BRASIL EM MÚLTIPLAS FRENTES
As expectativas para O Agente Secreto são amplas. Além da categoria internacional, o filme disputa os prêmios de Melhor Filme, Melhor Elenco e Melhor Ator para Wagner Moura.
O Brasil ainda marca presença na categoria técnica com Adolpho Veloso, indicado pela fotografia de Sonhos de Trem, consolidando uma das maiores delegações brasileiras da história do Oscar.



