Ítalo Martins, Robério Diógenes, Wagner Moura e Igor de Araújo em cena de ‘O agente secreto’ — Foto: Divulgação
Não é fácil ganhar o Oscar de melhor filme internacional duas vezes seguidas — como o Brasil deseja tanto fazer caso “O agente secreto” saia vencedor no próximo dia 15, pouco mais de um ano depois da conquista histórica de “Ainda estou aqui”.
Até hoje, apenas quatro países levaram o “bicampeonato” do tipo, pelo menos desde que a categoria virou competitiva, em 1956:
Itália, França, Suécia e Dinamarca: os bicampeões
Itália é a maior vencedora da categoria, com 14 estatuetas no total. A França vem logo atrás, com 12. Ambos também têm o maior número de indicações, com 33 e 42 respectivamente.
Com isso, se o diretor Kleber Mendonça Filho subir ao palco para receber o Oscar, vai fazer com que o Brasil se torne o primeiro país de fora da Europa a conseguir o recorde desde que a categoria se tornou regular na premiação.
Para isso, precisa superar principalmente um representante do continente. Seu maior concorrente é o norueguês “Valor sentimental”, único outro indicado da categoria a concorrer também a melhor filme junto do brasileiro.
Os segredos do sucesso das potências cinematográficas
A explicação por trás do sucesso dos dois países envolve tanto a qualidade de suas indústrias cinematográficas quanto um certo ciclo vicioso iniciado lá nos primórdios da categoria.
Essas conquistas, no entanto, viciaram o olhar de membros da Academia de Hollywood sobre produções italianas e francesas. Não só elas passaram a receber mais atenção dos americanos, mas ajudaram na introdução de membros desses países na organização.
Nos últimos anos, a Academia deu início uma série de medidas para expandir e diversificar seu corpo de membros. Tanto que, das 6 mil pessoas que faziam parte da organização em 2014, hoje o número passa dos 10 mil — e cerca de 30% deles vivem fora dos Estados Unidos.




