Brasília, considerada patrimônio da humanidade pela Unesco, foi projetada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer — Foto: marcoagvisconti/Creative Commons
Brasília recebeu nesta semana o título de Capital Ibero-Americana de Patrimônio Cultural.
A homenagem foi anunciada durante a abertura da reunião internacional do Comitê Setorial de Patrimônio Cultural da União de Cidades Capitais Ibero-Americanas (UCCI), no Palácio do Buriti, na quarta-feira (11).
O evento teve como objetivo central o intercâmbio de boas práticas de gestão de cidades, o fortalecimento de identidade histórica e o debate de estratégias conjuntas para proteção dos patrimônios material e imaterial.
O reconhecimento concedido à capital brasileira foi aprovado por consenso entre as cidades integrantes da rede. Fundada em Madri, em 1982, a UCCI reúne 29 cidades de 24 países e representa mais de 76 milhões de habitantes.
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Brasília preserva a arquitetura única das superquadras
Segundo o secretário de Relações Internacionais do DF, Paco Britto, o título demonstra o reconhecimento mundial da capital e o cuidado com o patrimônio cultural do Distrito Federal.
O governador Ibaneis Rocha exibe o prêmio ao lado de Paco Britto e da diretora-geral da UCCI, Luciana Binaghi Getar — Foto: Renato Alves/Agência Brasília
Desde 1987, Brasília já ostenta o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Com a nova designação, a capital amplia sua responsabilidade institucional sobre a preservação e a gestão do patrimônio cultural.
De acordo com a arquiteta Angelina Nardelli Quaglia, da Universidade de Brasília (UnB), o título fortalece o entendimento de Brasília como o maior sítio urbano tombado do mundo e reconhece sua relevância histórica, cultural e urbanística.
Segundo ela, o título de Capital Ibero-Americana de Patrimônio Cultural para Brasília contribui para:
Integrar ordenamento público á preservação patrimonial;
Garantir que as decisões urbanísticas respeitem a identidade histórica de Brasília, ao mesmo em que respondem às demandas contemporâneas;
Reforçar a responsabilidade sobre a paisagem cultural formada ao longo dos 65 anos da capital.
No entanto, a pesquisadora Angelina alerta para desafios – como a falta de manutenção da memória sobre os patrimônios.
Para Angelina, o título também funciona como um mecanismo de segurança.
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