BRB busca plano bilionário para cobrir prejuízos com DE Master: empréstimo, aporte e Fundo em estudo

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Plano para cobrir prejuízo bilionário do BRB com o DE Master pode incluir empréstimo e até aporte de acionistas

Fundo com imóveis do governo do DF também está em estudo; auditoria ainda calcula rombo. BRB tem até março para apresentar plano; Câmara do DF e Banco Central precisam validar.

Agentes da Polícia Federal entram no BRB, Banco de Brasília, na primeira fase da operação Compliance Zero em novembro — Foto: Reuters/Mateus Bonomi

O Banco de Brasília (BRB) afirmou em nota nesta sexta-feira (23) que avalia tomar empréstimo ou pedir aportes de seus acionistas e controladores como forma de cobrir o possível rombo gerado pelas negociações com o Banco Master.

O plano de capitalização ainda está sendo elaborado e, segundo o BRB, será encaminhado ao Banco Central para aprovação.

O valor total do aporte que será necessário para cobrir as perdas ainda está sendo apurado – a TV Globo apurou que as estimativas superam os R$ 3 bilhões.

Em nota, o BRB afirmou que as alternativas em estudo incluem: a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com imóveis do governo do Distrito Federal; a contratação de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC); aporte dos controladores.

O governo do DF é o acionista controlador do BRB, e detém 71,92% do capital do banco.

Dono do Banco Master diz à PF que conversou com Ibaneis Rocha sobre venda ao BRB

Em declarações desde novembro, quando a operação Compliance Zero foi deflagrada, o governador Ibaneis Rocha reafirmou que o governo do DF tem patrimônio suficiente para “socorrer” o BRB, caso necessário.

Se forem incluídas no plano de capitalização do BRB e chanceladas pelo Banco Central, as três medidas citadas pelo banco precisariam também da aprovação da Câmara Legislativa do DF.

Por fim, o Banco reforça que permanece sólido, seguro e operando normalmente”, finaliza o comunicado do BRB.

Na semana anterior, o BRB também informou em nota que o governo do DF já tinha “sinalizado” com a possibilidade de um aporte para cobrir o rombo deixado pelo Master. Veja abaixo:

GDF já sinalizou que pode fazer um “aporte direto” para cobrir os possíveis prejuízos gerados por transações com o banco Master.

DE ONDE VEM ESSE PREJUÍZO?

O BRB aportou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025 – e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências. Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar boa parte do Master – uma operação que contou com grande apoio do governo do DF, acionista controlador do banco público, mas foi barrada pelo Banco Central. Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações.

Em novembro, uma operação da PF e do Ministério Público afastou do cargo o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa – demitido em definitivo em seguida.

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