BRB enfrenta prejuízo de R$ 8 bilhões: Caso Master exige medidas urgentes

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O Caso Master trouxe sérios danos ao BRB, com estimativas indicando um prejuízo de R$ 8 bilhões, conforme apontou o presidente do banco público, Nelson Antônio de Souza, em uma reunião com deputados da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Diferentes auditorias convergem para esse valor, e a situação demanda atenção e medidas urgentes para a recuperação financeira da instituição.

Após um longo período de sigilo, o valor do dano foi revelado, com a necessidade de um aporte de capital podendo chegar a R$ 6,6 bilhões. O governo do DF busca o aval dos distritais para repassar nove imóveis ao BRB, avaliados em cerca de R$ 6,6 bilhões, na tentativa de recompor o patrimônio perdido. No entanto, a reunião com os deputados terminou com críticas de oposicionistas e aliados do governo, que ainda têm dúvidas sobre o projeto em questão.

Entre 2024 e 2025, o BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master, com R$ 12,2 bilhões envolvidos em operações suspeitas de fraude, de acordo com a Polícia Federal. Questões sobre os ativos adquiridos pelo BRB e a integração desses ativos ao patrimônio do banco seguem em aberto, demonstrando a complexidade da situação. A gestão atual do BRB, sob o comando de Nelson Antônio de Souza, continua investigando o caso junto a uma auditoria independente.

Com a necessidade de reforçar o capital do banco, o BRB busca aprovar um projeto na Câmara Legislativa para utilizar imóveis como forma de recomposição financeira. No entanto, a resistência de deputados de oposição e aliados de Ibaneis Rocha tem atrasado a votação, o que impacta nas condições do BRB para captar recursos no mercado financeiro. O governador enfrenta agora um teste de apoio político diante da crise envolvendo o Banco Master.

Diante do cenário desafiador, o BRB convocou uma assembleia de acionistas para incorporar os valores dos imóveis ao patrimônio. A proposta envolve a emissão de até 1,67 bilhão de ações ordinárias para reforçar o patrimônio da instituição. Com isso, o BRB espera aumentar seu capital social em uma quantia significativa, para garantir sua estabilidade financeira e cumprir as regras do mercado. A busca por medidas preventivas é essencial para a sustentabilidade do banco no longo prazo.

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