O jornalista Breno Altman fez duras críticas ao presidente argentino, Javier Milei, e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devido aos ataques realizados por Milei contra o Brasil durante uma convenção do PL. Em entrevista à TV 247, Altman afirmou que a postura do ultradireitista argentino vem evidenciando a ação da extrema direita na América Latina.
Altman não poupou palavras para descrever os ataques de Milei ao Brasil, especialmente às ofensas direcionadas ao presidente Lula e ao STF. “Só piora as coisas. A sua intervenção, os ataques desferidos não só contra o presidente Lula, mas também contra a Corte Suprema do nosso país (STF). É algo inaceitável, um ‘striptease’ ideológico”, afirmou o jornalista, mostrando sua revolta com as declarações de Milei.
O colunista também criticou a relação de subserviência dos políticos brasileiros, como Flávio Bolsonaro, em relação aos interesses dos Estados Unidos. Segundo Altman, a extrema direita não tem compromisso com a soberania nacional e se comporta como um “puxadinho da Casa Branca”. Essas afirmações surgem em um contexto onde os EUA têm aplicado tarifas às exportações brasileiras.
Neste contexto, Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fizeram articulações junto ao governo Trump, visando estimular sanções contra o Brasil. Vale lembrar que Jair Bolsonaro, condenado por ministros do STF, está cumprindo pena de 27 anos e é alvo de inquéritos que investigam corrupção e fraudes financeiras.
Na convenção do PL, realizada no último sábado (25) em São Paulo, Milei não hesitou em atacar Lula, chamando-o de “presidiário”, e dirigindo ofensas ao ministro do STF, Alexandre de Moraes. As declarações violentas e golpistas de Milei, segundo Altman, têm como objetivo subverter a democracia e desestabilizar relações bilaterais.
Em relação ao cenário eleitoral, Altman observou que o presidente Lula tem se saído mais favorável nas pesquisas, enquanto Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades devido a diversos fatores, incluindo denúncias de envolvimento em financiamentos controversos. Ele destacou que a eleição presidencial será acirrada, apesar de considerar Flávio um candidato fraco no atual momento político.
Altman também se mostrou otimista com a candidatura do ex-ministro Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, previa uma competição difícil em algumas áreas, mas acreditava no potencial de crescimento de Haddad na Grande São Paulo.
Por fim, Altman discorreu sobre a dinâmica atual da política brasileira, caracterizando os blocos do lulismo e do bolsonarismo como “calcificados”. Ele acredita que essa situação permanecerá até que novas lideranças surjam, o que poderia levar anos. Essa análise ressoa com a história política do Brasil, onde cenários eleitorais costumam ter uma longevidade significativa.





