O jornalista Breno Altman fez severas críticas ao presidente argentino, Javier Milei, e ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devido aos ataques realizados por Milei contra o Brasil durante uma convenção do PL. Em uma entrevista à TV 247, Altman abordou como esses ataques refletem a natureza da extrema direita na América Latina.
Altman descreveu as declarações do líder argentino como parte de uma agenda golpista e expressou profunda indignação pelos ataques dirigidos não só ao presidente Lula, mas também ao STF. “Só piora as coisas. A sua intervenção, os ataques desferidos não só contra o presidente Lula, mas também contra a Corte Suprema do nosso país (STF). É algo inaceitável”, enfatizou o jornalista.
Em seu discurso, o colunista definiu a extrema direita como uma força anti patriótica e entreguista, destacando que essa vertente política não representa o verdadeiro patriottismo. Altman mencionou a submissão de Milei e Flávio Bolsonaro ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como uma demonstração da falta de soberania dessas figuras políticas.
Durante a convenção do PL em São Paulo, que ocorreu no último sábado, dia 25, Milei fez declarações polêmicas, chamando Lula de “presidiário” e o ministro do STF, Alexandre de Moraes, de “lixo careca”. Essa retórica agressiva elevou as tensões entre Brasil e Argentina, especialmente em um período de fragilidades políticas e econômicas em ambos os países.
Além da retórica, Altman trouxe à tona questões como o tarifão imposto pelos EUA sobre as exportações brasileiras. Ele detalhou que o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro se articularam no passado para estimular sanções contra o Brasil, o que torna a situação ainda mais crítica para a política interna brasileira, especialmente para Flávio.
O jornalista também abordou o cenário eleitoral, observando que Lula está em uma posição favorável, enquanto Flávio Bolsonaro enfrenta diversos obstáculos, incluindo denúncias de corrupção e crises familiares. “Um cenário dificílimo. Flávio Bolsonaro é um candidato fraco, chega até a ser patético em certos momentos, mas ele é ajudado pelo pai, o dono dos votos da direita”, opinou Altman, apontando os desafios no caminho do candidato do PL.
Refletindo sobre a dinâmica política em São Paulo, Altman expressou otimismo sobre a candidatura do ex-ministro Fernando Haddad (PT). Ele acredita que Haddad pode apresentar um desempenho considerável na Grande São Paulo, mesmo enfrentando um cenário difícil no interior do estado.
Por fim, o jornalista disse que a estrutura política atual no Brasil é dominada por círculos políticos calcificados, como o lulismo e o bolsonarismo, e previu que essa configuração deve persistir por vários anos, tornando as eleições futuras bastante competitivas.





