O jornalista Breno Altman criticou severamente o presidente argentino, Javier Milei, e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), devido aos ataques do argentino contra o Brasil durante uma convenção do PL. Em entrevista à TV 247, Altman afirmou que as ações de Milei revelam a verdadeira face da extrema direita.
Altman expressou indignação, afirmando que os ataques aos presidentes Lula e à Corte Suprema (STF) demonstram um caráter “inaceitável”. Ele descreveu a intervenção de Milei como um “striptease” ideológico, destacando que declarações ofensivas e golpistas são comuns entre as figuras desse espectro político.
O jornalista argumentou que a extrema direita é profundamente anti patriótica e caracteriza a direita brasileira como um “puxadinho da Casa Branca”. Ele também criticou a subserviência de Milei e Flávio Bolsonaro aos interesses americanos, destacando a imposição de tarifas sobre exportações brasileiras, que têm aumentado a tensão internacional.
No contexto das relações entre Brasil e EUA, Altman ressaltou o papel das tarifas e os esforços de Flávio e Eduardo Bolsonaro junto ao governo Trump, para fomentar sanções contra o Brasil. Essa situação é amplificada pela condenação de Jair Bolsonaro, que enfrenta 27 anos de prisão.
Ainda sobre a política interna, Altman observou que as denúncias envolvendo Flávio Bolsonaro, especialmente relacionadas a um financiamento de R$ 134 milhões e a crise familiar com Michelle Bolsonaro, têm impactado negativamente sua campanha para a presidência.
O analista também fez previsões sobre a candidatura presidencial, afirmando que Lula está com uma vantagem sobre seu oponente. Apesar das fragilidades de Flávio Bolsonaro, Altman acredita que ele ainda se beneficia da popularidade de seu pai, Jair Bolsonaro.
Abordando o cenário eleitoral paulista, o colunista se mostrou otimista em relação à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, destacando seu potencial de crescimento. Ele alertou que a disputa será difícil, especialmente no interior do estado, onde Tarcísio de Freitas (Republicanos) é visto como favorito.
Altman finalizou seus comentários discutindo os blocos políticos no Brasil, destacando que a divisão entre lulismo e bolsonarismo deve persistir por mais anos. Ele considera que a verdadeira mudança só ocorrerá quando ambas as figuras estiverem fora da política, o que pode levar até 2030 ou 2034.





