O brigadeiro Baptista Júnior revelou em entrevista a posição contrária ao golpe de 2022, defendeu a dissuasão como papel do Brasil e expressou preocupações com a capacidade de combate das Forças Armadas. Ele enfatizou a importância da percepção de ameaças à soberania e a necessidade de maiores investimentos na Defesa. A iniciativa do ministro José Múcio em vincular as despesas da Defesa a um índice específico foi elogiada como crucial para a situação descendente do sistema de defesa brasileiro.
Definindo-se como liberal e de direita, o ex-comandante da FAB anunciou que votará em qualquer candidato em 2026, menos em Lula e Flávio Bolsonaro. Ele destacou a importância de romper com os populismos existentes e discutiu a questão da dissuasão, ressaltando que o brasileiro carece da percepção de ameaça que justifique investimentos adequados nas Forças Armadas.
Baptista Júnior abordou a temática da defesa antiaérea no Brasil, pontuando a necessidade de delinear e redesenhar as responsabilidades de cada Força Armada, discutir as infraestruturas críticas e priorizar projetos estratégicos como o submarino, Sisfron, sistemas de defesa antiaérea e outros. O brigadeiro ressaltou a importância de decisões prévias para uma aplicação eficiente dos recursos e do tempo disponíveis.
O ex-comandante da FAB alertou para a inadequação do número de aeronaves Gripens, defendeu uma maior integração efetiva entre os militares e ressaltou que as Forças Armadas não devem se desviar de sua missão principal de defesa da Pátria. Ele criticou a possível subordinação das Forças Armadas para atuar no combate ao narcotráfico devido a questões de corrupção e perda da visão de missão.
Comentando sobre a SEPROD, Baptista Júnior citou a necessidade de imposição de uma reestruturação para coibir o poder decisório das Forças Armadas. Ele destacou a importância da atuação efetiva da SEPROD na aquisição de equipamentos de defesa, desenvolvimento de tecnologias e exportação de armamentos para melhorar a capacidade defensiva do país.
O brigadeiro criticou os populismos de Lula e Bolsonaro, defendendo a necessidade de o Brasil se livrar dessas correntes políticas e enfatizou a importância da integração e unidade de pensamento das Forças Armadas. Baptista Júnior demonstrou preocupação com a falta de unanimidade no Alto Comando do Exército, citando movimentos históricos que interferiram na estabilidade institucional do país.
Em entrevista exaustiva, o brigadeiro Baptista Júnior declarou sua posição em relação à política nacional, revelando suas leituras recentes sobre a história do Brasil e sua preocupação com os movimentos políticos e militares que fragilizaram a democracia no país. Ele pontuou a necessidade de manter a unidade de pensamento das Forças Armadas e a importância do cumprimento da lei para garantir a estabilidade institucional do país.
A análise de Baptista Júnior ressalta a importância do fortalecimento das Forças Armadas, a dissuasão como estratégia central e a necessidade de investimentos e reformas para preparar as instituições brasileiras para enfrentar conflitos modernos. Suas declarações evidenciam a preocupação com a estabilidade democrática e a assertividade na atuação das Forças Armadas em defesa da soberania nacional.




