Bruno Mars aguarda orientações para sair de país que está sob ataques terroristas

O cantor Bruno Mars cancelou a segunda apresentação em Tel Aviv, cidade de Israel, devido a ataques terroristas. Na cidade, prédios foram atingidos por foguetes na manhã deste sábado, 07. Mars fez a primeira apresentação na quarta-feira, 03, e faria um segundo show hoje.

A produtora Live Nation, responsável pela turnê “Upcoming”, divulgou um comunicado nas redes sociais informando o cancelamento do show. “Queridos clientes, a apresentação de Bruno Mars, que estava prevista para esta noite está cancelada. Todos os compradores de ingressos para o show receberão reembolso automático no cartão de crédito com a qual a compra foi realizada. Fortalecemos os residentes de Israel, os combatentes das FDI e as forças de segurança nestes momentos difíceis”, disse.

Segundo o portal de notícias The Times Of Israel, Bruno e seus empresários estão recebendo orientações sobre como podem deixar o país em segurança, mas até o momento o artista e equipe não se manifestaram sobre o caso.

Guerra em Israel

Na manhã deste sábado, Israel foi surpreendido por bombardeios e ataques de militantes palestinos armados, conforme informou autoridades do país. Os terroristas entraram a partir de Gaza e ocuparam as cidades, incluindo Tel Aviv. Simultaneamente, ao menos 2.200 foguetes foram lançados do território controlado pelo Hamas.

De acordo com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, em comunicado oficial, o país está em guerra contra o Hamas. “Estamos em guerra e vamos vencer. O inimigo pagará um preço que nunca conheceu”, disse.

As informações sobre mortos e feridos nos primeiros momentos de ataque foram divulgados pelos serviços de emergência de Israel, que consta ao menos 22 óbitos e 545 feridos.

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BYD cancela contrato com empreiteira após polêmica por trabalho escravo

Na noite de segunda-feira, 23, a filial brasileira da montadora BYD anunciou a rescisão do contrato com a empresa terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda., responsável pela construção da fábrica de carros elétricos em Camaçari, na Bahia. A decisão veio após o resgate de 163 operários chineses que trabalhavam em condições análogas à escravidão.

As obras, que incluem a construção da maior fábrica de carros elétricos da BYD fora da Ásia, foram parcialmente suspensas por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia. Desde novembro, o MPT, juntamente com outras agências governamentais, realizou verificações que identificaram as graves irregularidades na empresa terceirizada Jinjiang.

Força-tarefa

Uma força-tarefa composta pelo MPT, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), resgatou os 163 trabalhadores e interditou os trechos da obra sob responsabilidade da Jinjiang.

A BYD Auto do Brasil afirmou que “não tolera o desrespeito à dignidade humana” e transferiu os 163 trabalhadores para hotéis da região. A empresa reiterou seu compromisso com o cumprimento integral da legislação brasileira, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos trabalhadores.

Uma audiência foi marcada para esta quinta-feira, 26, para que a BYD e a Jinjiang apresentem as providências necessárias à garantia das condições mínimas de alojamento e negociem as condições para a regularização geral do que já foi detectado.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que sua embaixada e consulados no Brasil estão em contato com as autoridades brasileiras para verificar a situação e administrá-la da maneira adequada. A porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, em Pequim, destacou que o governo chinês sempre deu a maior importância à proteção dos direitos legítimos e aos interesses dos trabalhadores, pedindo às empresas chinesas que cumpram a lei e as normas.

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