Bugio que atacou crianças em SP convive ‘em harmonia’ com moradores após um ano: família depõe

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Um ano depois, família diz que bugio que atacou crianças no interior de SP convive ‘em harmonia’ com moradores

Último ataque do bugio a moradores de Guapiara (SP) foi registrado em 20 de janeiro de 2025. À época, as crianças precisaram ser hospitalizadas.

Prefeitura e Defesa Civil de Guapiara capturam bugio que estaria atacando crianças, mas o animal acabou fugindo da gaiola em que havia sido colocado.

Um ano depois de um bugio ter atacado duas crianças em Guapiara, no interior de São Paulo, a família de uma das vítimas afirma que o animal ainda convive com moradores do bairro Fazendinha. Marcelly Ferreira, mãe de uma das crianças atacadas, diz que, apesar da hospitalização das vítimas na época, o convívio com o macaco pode ser considerado “harmônico”. Segundo ela, desde então, o animal não voltou a atacar ninguém.

Exatamente um ano após o caso, a filha de Marcelly leva uma vida normal. Ela precisou passar por um ciclo de vacinas para prevenção de doenças e, hoje, está totalmente recuperada dos ferimentos que sofreu. Além da menina, um bebê de um ano e quatro meses também foi atacado pelo animal.

Na época, a prefeitura e a Defesa Civil tentaram capturar o bugio, mas o animal fugiu da gaiola em que havia sido colocado. As imagens mostram o macaco bastante agitado, cercado por moradores. Em poucos minutos, ele conseguiu escapar por um vão.

Após os ataques, as famílias das crianças fizeram um apelo ao poder público para evitar novos casos. A Coordenadoria de Fauna Silvestre da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semil) esteve no bairro e fez uma visita técnica. Quando os ataques foram registrados, a Semil informou que os bugios são animais silvestres que vivem nas áreas de mata e, devido às alterações provocadas nos ambientes naturais e ao avanço dos centros urbanos, é cada vez mais frequente o relato da aproximação dos animais silvestres e sua interação com as pessoas.

Em nota enviada ao DE, a Semil afirma que não houve novos registros de ataques ou de interações envolvendo primatas que representassem risco à população e que nem foi comunicada sobre novos registros de aparecimentos do bugio. Ainda conforme a nota, a pasta alega que não precisou mais fazer intervenções na área após a visita técnica. Como forma de prevenção, a Semil oferece um curso à distância de convivência com primatas não humanos.

“É bem provável que o macaco em questão esteja dispersando, ou seja, teria sido expulso do grupo e está procurando outro lugar para se fixar. Neste deslocamento, a população, por achar a espécie carismática e se penalizar pelo animal, acaba oferecendo alimento para ele. Com a oferta de alimentos, o animal fica mais próximo das pessoas e acaba por se fixar no local. Entretanto, o bugio permanece com seus instintos naturais e, quando se sente ameaçado ou assustado, pode atacar pessoas.” É fundamental que não sejam fornecidos alimentos aos animais silvestres e que seja mantida distância deles, evitando interações e acidentes, informou a pasta.

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