Busca no Escritório do X em Paris é Chamada de Ataque Político por Elon Musk

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DE chama busca no escritório do X em Paris de “ataque político”

Operação de autoridades francesas mira investigação sobre algoritmos e o chatbot Grok após queixas sobre conteúdo explícito e negação do Holocausto

04 de fevereiro de 2026, 05:44 h

Elon Musk (Foto: Reuters/Kevin Lamarque) Apoie o 247 Seguir-nos no Google News

247 – O bilionário Elon Musk afirmou que a busca realizada no escritório do X, em Paris, foi um ataque de natureza política. Ao comentar as informações sobre a operação, ele escreveu na própria plataforma: “Isto é um ataque político”.

A declaração foi divulgada pela agência russa TASS, que noticiou a ação de autoridades francesas no escritório do X na capital francesa e a reação pública do empresário.

O QUE OCORREU NO ESCRITÓRIO DO X EM PARIS

Segundo o relato, agentes realizaram uma busca nas instalações do X em Paris em uma operação conduzida por promotores parisienses, com participação de estruturas europeias e de uma unidade especializada em crimes cibernéticos. A movimentação elevou a tensão entre a empresa de mídia social e autoridades regulatórias na Europa, que vêm intensificando o escrutínio sobre plataformas digitais.

DE, que comprou o antigo Twitter e rebatizou a rede como X, não detalhou na publicação quais elementos o levaram a classificar a medida como “ataque político”. A frase, porém, reforça uma linha de defesa recorrente do empresário: a ideia de que ações de governos e órgãos de controle contra plataformas e seus dirigentes podem ter motivação política e efeito intimidador.

INVESTIGAÇÃO TERIA COMEÇADO EM JANEIRO DE 2025

De acordo com a AFP, citada no material reproduzido pela TASS, a investigação contra o X foi aberta em janeiro de 2025 após queixas relacionadas ao funcionamento dos algoritmos da rede e à integração do chatbot Grok.

As reclamações mencionadas apontam, ainda segundo o mesmo relato, que o Grok teria gerado materiais de teor explícito e, em alguns casos, negado o Holocausto. Esses dois pontos, se confirmados no âmbito do procedimento, colocam a empresa sob dupla pressão: de um lado, a discussão sobre segurança e moderação de conteúdo; de outro, a sensibilidade jurídica e histórica europeia em torno da apologia e da negação de crimes do nazismo.

ALGORITMOS, IA E O NOVO CAMPO DE DISPUTA REGULATÓRIA

O caso expõe um conflito cada vez mais central no debate público: até que ponto algoritmos de recomendação e ferramentas de inteligência artificial integradas a redes sociais podem produzir, ampliar ou incentivar conteúdos ilícitos ou ofensivos, e qual deve ser a responsabilidade das plataformas nesses cenários.

Ao mencionar explicitamente “algoritmos” e “Grok” como foco das queixas, o relato indica que as autoridades não estariam mirando apenas publicações individuais, mas também mecanismos de funcionamento e distribuição de conteúdo. Isso desloca o debate do “post específico” para a arquitetura técnica e editorial do sistema, abrindo espaço para disputas sobre transparência, auditoria, governança e dever de cuidado.

A REAÇÃO DE DE E O DISCURSO DE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA

Ao escrever “Isto é um ataque político”, de transformou a operação em um episódio de alto impacto público, mobilizando apoiadores e recolocando o X no centro de uma narrativa de confronto com governos europeus. Essa estratégia costuma produzir dois efeitos imediatos: aumenta a polarização em torno do tema e dificulta a separação entre fatos do procedimento e interpretações sobre suas motivações.

O empresário, que é um dos homens mais ricos do mundo e tem presença direta no debate político internacional por meio de suas empresas e de suas postagens, frequentemente associa medidas de fiscalização a tentativas de censura. No caso específico relatado, porém, as informações disponíveis se limitam ao registro da busca, à identificação de autoridades envolvidas e às alegações que teriam motivado a investigação.

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