Buscas intensas por irmãos desaparecidos em Bacabal continuam

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A família dos irmãos Ágata Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4 anos, está vivendo momentos de angústia desde a tarde do dia 4 de janeiro, quando as crianças desapareceram em Bacabal, no Maranhão. Neste domingo (11), voluntários realizando buscas na região encontraram novas peças de roupas infantis em uma área de mata, dentro do povoado quilombola São Sebastião dos Pretos, onde as crianças sumiram. Essas roupas foram apresentadas à família pela Polícia Civil, mas a família descartou que pertençam aos irmãos, Ágata e Allan.

Essa não é a primeira vez que roupas infantis são encontradas na região. Na quinta-feira (8), um calção e uma sandália foram localizados em uma área de mata e após investigação foi constatado que pertenciam ao menino Anderson Kauã, que foi encontrado pelos primos no mesmo dia. As buscas pelos irmãos de Ágata e Allan já estão no 9º dia, e as equipes, incluindo policiais e voluntários, continuam empenhadas em encontrá-los.

A área de mata onde as crianças desapareceram é extensa, com vegetação fechada, áreas alagadas, rios, lagos e terrenos de difícil acesso. Equipes de segurança e voluntários se dividem em dois pontos estratégicos para as buscas: no povoado São Sebastião dos Pretos e no povoado Santa Rosa. Essas bases de operações contam com ampla logística oferecida pela Prefeitura de Bacabal, incluindo tendas, alimentação, água, ambulância e suporte para as equipes.

Mais de 600 pessoas, entre agentes de segurança, voluntários e equipes de resgate, estão envolvidas nas buscas pelas crianças desaparecidas. O caso mobilizou toda a comunidade local e regiões vizinhas, com apoio inclusive de aeronaves, drones com sensor térmico e cães farejadores. As equipes se concentram na região dos lagos, entre Santa Rosa e São Sebastião dos Pretos, onde acredita-se que as crianças possam estar.

Paralelamente às buscas, a Polícia Civil segue investigando o caso, contando com a ajuda de peritos do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA). Essa equipe multidisciplinar inclui psicólogos e assistentes sociais que estão realizando perícias psicológicas e sociais. A região apresenta desafios como baixa visibilidade, presença de armadilhas de caçadores e animais silvestres, o que torna o trabalho das equipes ainda mais complexo.

A solidariedade e apoio da comunidade têm sido fundamentais para manter viva a esperança de encontrar Ágata e Allan. Centenas de voluntários se uniram às forças de segurança para intensificar as buscas, demonstrando o quanto a união e mobilização da sociedade são essenciais em momentos de dificuldade como esse. A família e as autoridades seguem empenhadas em encontrar as crianças desaparecidas e trazê-las de volta para casa em segurança.

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