Buscas por crianças desaparecidas em Bacabal entram no 9º dia

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“A ansiedade apenas aumenta”, diz avó de irmãos desaparecidos há nove dias em Bacabal

Ágatha Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4, estão desaparecidos desde o
dia 4 de janeiro. As buscas pelas crianças chegaram ao nono dia nesta segunda-feira
(12).

A família dos irmãos Ágatha Isabelle, de 5 anos e de Allan Michael, de 4 anos,
que estão desaparecidos há nove dias em Bacabal, cidade no interior do Maranhão, vive todos os dias a angústia de não ter nenhuma nova pista sobre o possível paradeiro das crianças.

Segundo familiares, Ágatha Isabelle é descrita como uma menina carinhosa,
estudiosa, inteligente e muito cuidadosa com o irmão mais novo. Já Allan Michael
é conhecido por ser um menino afetuoso e que ama brincar.

A avó das crianças, Francisca Cardoso, diz que a angústia da família aumenta
principalmente quando vai chegando o fim do dia, já que pode significar mais uma
nova longa noite de buscas pelas crianças.

“Ao se aproximar das 17h, a angústia aumenta, pois a noite se aproxima e ficamos lá embaixo. Não sabemos o que fazer”, diz a avó.

As buscas pelas crianças chegaram ao 9º dia nesta segunda-feira (12). Segundo comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), coronel Wallace Amorim, as equipes só vão parar quando encontrarem as duas crianças. Os trabalhos contam inclusive com militares que estavam de férias, de folga, entre outras condições.

As bases de buscas estão montadas em dois pontos estratégicos: no povoado São
Sebastião dos Pretos, local de residência das crianças, e no povoado Santa Rosa,
nas proximidades da mata onde Anderson Kauã foi localizado. As duas localidades
ficam distantes cerca de 20 km da sede do município de Bacabal.

Em ambos os locais, a Prefeitura de Bacabal estruturou uma ampla logística para
dar suporte às forças de segurança e aos voluntários, com tendas, alimentação,
água, ambulância e outros.

As buscas contam com o apoio de duas aeronaves do Centro Tático Aéreo (CTA),
drones com sensor térmico e cães farejadores. Segundo informações do Corpo de
Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), mesmo na escuridão, a tecnologia é usada
para ajudar na procura pelas crianças. A região das buscas é composta por vegetação fechada, com espinhos, áreas alagadas, rios e lagos. Os agentes de segurança avançam dia a dia por terrenos de extremo risco e difícil acesso.

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