Buscas por jovem desaparecido no Pico Paraná envolvem diversos recursos

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Câmera térmica, drones, rapel e voluntários: buscas por jovem que desapareceu no
Pico Paraná envolve diversos recursos

Polícia Civil passou a investigar o desaparecimento e afirma que, até o momento,
não há indício de crime.

Câmera térmica, drones, rapel e voluntários: buscas por jovem que desapareceu em
montanha

As buscas por Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, envolvem recursos diversos, como
cães farejadores, drones, rapel, voluntários e câmeras térmicas. O jovem
desapareceu enquanto descia a trilha que leva até o Pico Paraná,
ponto mais alto do Sul do Brasil.

As buscas por Roberto começaram ainda no dia 1º, por volta das 13h45, quando uma
equipe do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) foi mobilizada para
iniciar as buscas oficiais.

Desde então, procuram pelo rapaz equipes do GOST, voluntários, uma equipe de
montanhistas do Corpo de Socorro em Montanha (Cosmo) e corredores de montanha do
Clube Paranaense de Montanhismo (CPM).

Helicóptero é usado nas buscas por jovem que desapareceu no Pico Paraná —
Foto: Corpo de Bombeiros

Inicialmente, uma das equipes do GOST iniciou a subida para o cume e outra
acessou o cume de helicóptero e iniciou a descida.

O Corpo de Bombeiros usa drones e um helicóptero com câmera térmica sobrevoou a
região.

A família de Roberto pede que montanhistas com experiência que queiram ajudar
nas buscas – especialmente aqueles que conheçam o Vale do Cacatu e a trilha do
Saci – se unam aos voluntários e bombeiros nas buscas. Para isso, os trilheiros
devem realizar cadastro na base do Corpo de Bombeiros montada na sede do parque.

Bombeiros também fazem rapel e buscas por terra por jovem que desapareceu
no Pico Paraná — Foto: Corpo de Bombeiros

Segundo o Corpo de Bombeiros, o rapaz subiu o morro na quarta-feira, dia 31 de
dezembro, junto com uma amiga, e passou mal durante o trajeto. Eles chegaram
juntos ao cume por volta das 4h de quinta-feira, dia 1º de janeiro.

Após descansarem e encontrarem outros dois grupos no cume, a dupla iniciou a
descida com um dos grupos por volta das 6h30. Em um ponto anterior ao
acampamento, o rapaz se separou do grupo.

Jovem de 19 anos desapareceu enquanto fazia uma trilha no Pico Paraná —
Foto: Reprodução

Momentos depois, conforme os bombeiros, o segundo grupo iniciou a descida,
passou pelo ponto onde a vítima tinha ficado, mas não encontrou com ele.

O analista jurídico Fabio Sieg Martins estava em um dos grupos de montanhistas
que encontrou Rodrigo e a amiga na trilha. Ele conta que acionou os bombeiros ao
chegar ao acampamento que fica na base do morro e perceber que o rapaz não tinha
mais sido visto.

“Quando a gente chegou no acampamento A1, venceu o ‘grampos’ e tudo mais, tava a
menina na barraca. Aí eu pergunto para ela: ‘Cadê o Roberto?’ e ela não sabia do
Roberto. Aí bateu o desespero, eu falei ‘o guri deve ter se desorientado lá no
[acampamento] A2, está perdido lá em cima. […] Aí nós voltamos. No primeiro
ponto que dá sinal de celular, eu faço uma ligação para o Corpo de Bombeiros e
situo o bombeiro da posição e das referências que nós tínhamos ali”, conta
Martins.

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ENTENDENDO A INVESTIGAÇÃO

Imagem de drone feita por equipe de buscas no Pico Paraná — Foto: Corpo
de Bombeiros

No sábado (3), a Polícia Civil passou a investigar o desaparecimento
após a abertura de um Boletim de Ocorrência pela família do rapaz, que mora em
Pinhais, na Região
Metropolitana de Curitiba.

O delegado Glaison Lima Rodrigues colheu depoimento da jovem que acompanhava
Roberto na trilha, além de outros montanhistas que o encontraram no caminho e
familiares dele. A polícia afirma que, até o momento, não há indício de crime.

A princípio, o caso é tratado como desaparecimento e nenhuma das pessoas ouvidas
pela polícia é considerada investigada.

“Não há elementos iniciais de uma infração penal, mas caso fique caracterizado o
mínimo indício dessa ocorrência de infração penal, haverá uma conversão desse
boletim de ocorrência e análise em um inquérito policial ou um termo
circunstanciado para que seja encaminhado ao poder judiciário”, afirma o
delegado.

IAT RESTRINGE ACESSO AO PARQUE

Pico Paraná — Foto: Denis Ferreira Netto/AEN

Atendendo a uma recomendação do Corpo de Bombeiros do Paraná, o Instituto Água e
Terra (IAT) restringiu a entrada de visitantes no Parque Estadual Pico Paraná,
entre Campina Grande do Sul e Antonina.

A partir deste sábado (03), o acesso aos morros Caratuva, Pico Paraná, Getúlio e
Itapiroca foi fechado temporariamente.

A medida visa ajudar nas buscas do jovem que desapareceu dentro da Unidade de
Conservação (UC).

Conforme o IAT, a entrada no parque para os morros Camapuã e Tucum, porém,
continuará aberta, já que a presença de visitantes nesses pontos não interfere
na operação de resgate.

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