O anúncio da chegada do BYD Dolphin híbrido ao Brasil desperta interesse e dúvidas entre consumidores e especialistas do setor automotivo. Com um preço esperado de R$ 130.000, o modelo surge como uma opção competitiva no mercado, oferecendo autonomia combinada de mais de 1.000 km e tecnologia avançada.
Desde janeiro de 2020 até novembro de 2025, os preços de veículos leves usados no Brasil subiram 80,5%. No primeiro semestre de 2026, os preços continuaram a aumentar, mas a taxa de crescimento foi reduzida.
Em meio a essa valorização dos seminovos, o BYD Dolphin G faz sua entrada, prometendo ser o híbrido plug-in mais acessível do país. A preparação para a introdução desse modelo envolve expectativas de impacto no mercado de usados.
Milad Kalume Neto, da K.Lume Consultoria, sugere que o Dolphin G pode afetar o mercado de seminovos, ao oferecer elementos familiares ao consumidor brasileiro, como motor a combustão e maior autonomia.
No entanto, Kalume Neto aponta que se o preço chegar a R$ 150.000, o impacto pode ser menor devido à concorrência de modelos maiores por preço semelhante.
Por outro lado, Enilson Sales, presidente da Anef, acredita que um único modelo não alterará significativamente o mercado de usados, a menos que haja uma redução generalizada nos preços de veículos novos.
Enquanto o Dolphin G não chega às concessionárias, a tendência para o segundo semestre de 2026 é de um aumento moderado dos preços dos usados, impulsionado pela alta demanda do mercado.
De acordo com Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV, os preços dos usados ainda sobem, porém de forma mais contida, refletindo uma leve acomodação do mercado. Sales prevê que o crescimento da demanda por usados será entre 9% e 10% em 2026, contribuindo para a estabilização dos preços no futuro próximo.




