Pré-candidato à presidência da República, o governador Ronaldo Caiado (PSD) defendeu, nesta sexta-feira (6/3), a urgência de uma mobilização nacional para que o Brasil troque o populismo por uma gestão baseada em resultados. A fala ocorreu durante debate com os presidenciáveis do Partido Social Democrático, realizado em São Paulo. De acordo com o goiano, o país vive um momento que exige “reação política e articulação de diferentes setores da sociedade” para formular um projeto de desenvolvimento.
“Acredito na ciência, na pesquisa e que nosso grande desafio é a energia e o limite da inteligência artificial. Temos tudo para avançar, mas o Brasil é um país que fica discutindo teses populistas, sem menor capacidade de dar um norte para os jovens, nem evoluir”, disse Caiado. “Temos governadores e prefeitos lutando para fazer alfabetização na idade certa e para ter segurança pública, enquanto a conivência do atual governo com as facções criminosas é cada vez maior. Então, estamos vendo a necessidade de nos mobilizarmos”, pontuou.
Promovido pela Fundação Espaço Democrático, o debate convocou Caiado e mais dois correligionários, governadores e pré-candidatos: Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Junior (Paraná). O evento foi mediado pelo diretor de Redação do portal Poder 360, Fernando Rodrigues, que levantou cinco temas: segurança pública e violência; benefícios sociais no Brasil e escala de trabalho; empresas estatais e privatizações; organização do estado, gastos públicos e reforma administrativa; e fortalecimento dos municípios.
Governabilidade
Ao responder sobre o tópico de Segurança Pública, Caiado enfatizou que não existe “governabilidade sem segurança”, e que este é um tema transversal. O governador apresentou um breve histórico dos avanços conquistados em Goiás, como a queda contínua dos principais índices de criminalidade e o controle das penitenciárias. “Se for presidente, farei [a condução da área] com a mesma rigidez. O Estado não se ajoelha para o crime, ele tem que ser soberano em seu território”, frisou.
O pré-candidato goiano criticou o que chamou de “desordem institucional” instaurada no Brasil e defendeu a necessidade de reformas conduzidas por quem tenha coragem de liderá-las. Sobre o fim da escala de trabalho 6×1, Caiado questionou o motivo de o PT não apresentar proposta orçamentária, sugerindo se tratar de outra medida populista insustentável, o que contribui para o agravamento da pobreza das pessoas. E citou que, em Goiás, as políticas sociais foram construídas de forma planejada, com orçamento e baseadas na emancipação. Por isso, recentemente o Estado registrou o menor índice de extrema pobreza do País.
Caiado mencionou, ainda, que a autonomia dos estados deve ser preservada, e não roubada pela União. Para tanto, defendeu que o presidente da República seja cercado por uma equipe técnica, preparada e que saiba a realidade de cada região, por se tratar de um país com dimensão continental. “A pessoa tem de ter humildade para governar. Governa-se com os melhores ministros, que sejam competentes na sua área. Aí acredito que nós vamos achar a solução para o Brasil e não uma dose única de um único medicamento para o Brasil inteiro”, exemplificou.
O pré-candidato elogiou a iniciativa do PSD em promover um debate para discutir propostas de como alavancar o Brasil e disse que a capilaridade do partido favorece a escuta de lideranças de cada setor da sociedade, em todas as regiões do País, para “transformar em plano de governo com sustentação”. “Saberemos governar, porque temos estatura moral para chegar na presidência e sentar naquela cadeira, e não estar envolvido com bandalheira e nem corrupção. É com autoridade moral que se governa”, pontuou Caiado.




