A Câmara de Leiria aprovou hoje a abertura do concurso público para a reconstrução, por oito milhões de euros, de uma escola destruída pela depressão Kristin que atingiu o concelho há quase dois meses.
O vereador Ricardo Santos, que tem o pelouro das obras municipais, explicou que a escola básica 2,3 de Marrazes foi um, de entre muitos edifícios municipais afetados pelo mau tempo, e salientou que a reconstrução é um “projeto com alguma dimensão para o concelho”.
“Os materiais serão dos mais adequados e, obviamente, que há uma evolução daquilo que são as atuais instalações”, adiantou Ricardo Santos, assinalando que o projeto inclui mais um bloco, passando para cinco. O prazo de execução é de 30 meses.
Na sequência da depressão Kristin, em 28 de janeiro, os 740 alunos desta escola passaram a ter aulas em 12 módulos de contentores, tendo o município colocado ainda uma tenda para a atividade desportiva daqueles.
O lançamento do concurso público foi aprovado por maioria, com os votos da maioria socialista e dos vereadores do PSD.
O vereador do Chega, Luís Paulo Fernandes, que se absteve, apelou para o “escrupuloso cumprimento dos prazos”. “Com o comboio de decisões de contratações públicas [que] não haja prolongamento de prazos, que já antes era verificado sem termos esta pressão de contratação pública”, declarou Luís Paulo Fernandes.
O presidente do município, Gonçalo Lopes, destacou que esta obra é urgente e importante, considerou que a abstenção “não dá credibilidade” à posição do vereador do Chega e disse mesmo que aquela posição “é um ato de fraqueza”.
“Esta é uma obra decisiva para a juventude e educação do nosso concelho”, defendeu Gonçalo Lopes. Luís Paulo Fernandes acusou Gonçalo Lopes de querer condicionar o seu sentido de voto e contrapôs que os vereadores da oposição não recebem “os documentos com tempo suficiente para votar conscientemente e responsavelmente”, referindo que os documentos da ordem de trabalhos da reunião são “600 páginas para estudar em três ou quatro dias”.



