Os vereadores da cidade do Recife rejeitaram a abertura de um processo de impeachment do prefeito João Campos. O pedido foi feito devido a uma mudança no resultado de um concurso público. A denúncia relatava que um advogado com deficiência havia sido aprovado, mas outro candidato, filho de um juiz, foi nomeado após apresentar um laudo de autismo dois anos depois. Esse fato gerou polêmica e tensão entre os legisladores, levando a uma votação tumultuada.
A Câmara Municipal do Recife decidiu, com uma votação de nove a favor, 25 contrários e uma abstenção, não dar seguimento ao pedido de impeachment contra João Campos. Essa decisão arquivou o requerimento protocolado em dezembro de 2025, que necessitava de uma maioria simples dos 37 vereadores. Grupos a favor e contra o impedimento do prefeito se manifestaram em frente à Câmara, resultando em interrupções na sessão de votação.
Antes da votação, o autor do requerimento, vereador Eduardo Moura, teve a palavra, juntamente com o líder do governo na casa, Samuel Salazar. Moura explicou as razões por trás do pedido de impeachment, destacando a mudança no resultado do concurso como motivo para a solicitação. Já Salazar argumentou que o pedido era vazio e baseado em ilações, afirmando que o prefeito apenas assinou uma portaria, não interferindo nos atos administrativos da prefeitura.
O pedido de impeachment se baseou na controvérsia em torno da mudança do resultado do concurso público para procurador municipal. O advogado aprovado inicialmente foi preterido em favor de um candidato que, após dois anos, apresentou um diagnóstico de autismo. Essa alteração gerou críticas da sociedade e de entidades ligadas aos procuradores municipais. Após a repercussão, João Campos reverteu a decisão e nomeou o candidato originalmente aprovado, mas o pedido de impeachment ainda persistiu.
A aceitação ou não do pedido implicaria em uma investigação das irregularidades no âmbito legislativo e, se aceito, o gestor seria afastado de suas funções. Além disso, o pedido de impeachment mencionava a atuação do juiz que solicitou a reinscrição do filho no concurso e que foi promovido para outra vara. Ele teria arquivado um processo referente a uma operação que investigava desvio de recursos públicos. Toda essa situação gerou um clima de tensão e incerteza na política local.




