Após a escolha do vice, a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se transforma a partir desta quinta-feira, 6, com novas diretrizes marcadas por uma disputa interna entre marqueteiros.
Segundo informações dos bastidores, o time de Flávio admite que está em desvantagem em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A pré-campanha até agora foi caracterizada por crises e conflitos internos, resultando em duas mudanças na equipe de marketing apenas em um curto período.
A mudança mais recente ocorreu no dia 30 de agosto, quando o publicitário Duda Lima assumiu a coordenação da comunicação, substituindo Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer. Essa troca simboliza a luta para estabelecer uma identidade clara para a campanha de Flávio.
A falta de um plano de mensagem coeso e da construção de uma imagem consistente para o senador tem sido um grande obstáculo. Ao contrário de Lula, que conta com a experiência do marqueteiro Sidônio Palmeira, que está ajustando a propaganda conforme surgem os desafios do governo, Flávio ainda se debate para definir sua narrativa.
A equipe de Lula, mesmo diante de problemas, mantém um plano comunicativo com discurso e diretrizes claras. Lula, mesmo enfrentando rejeição e críticas pela sua gestão, tem conseguido efetivamente focar nas necessidades comunicacionais do seu governo.
Por sua vez, a campanha de Flávio Bolsonaro ainda não possui um mote que ressoe em suas ações. O uso do sobrenome Bolsonaro como palanque tem sido a principal estratégia até agora, que será desafiada pelos problemas legais enfrentados por seu vice, Alfredo Gaspar, que responde a uma denúncia de agressão sexual, negada por ele e que será combatida judicialmente.
A mudança do marqueteiro Duda Lima, que já possui experiência na campanha de Jair Bolsonaro, poderá trazer uma nova visão para o que pode ser uma campanha desestruturada. Flávio ainda não decidiu onde fará seu ato formal de lançamento, o que demonstra a falta de planejamento adequado.
Portanto, Duda Lima terá a responsabilidade de criar uma identidade para a candidatura, aprendendo com os erros do passado e buscando coesão na mensagem, crucial para atrair o eleitorado em uma política tão competitiva.



