Campinas registra média de 4 erros diários na saúde em 2025: dados alarmantes da ONA

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Campinas registra média de 4 erros por dia na assistência à saúde em 2025

Em todo o Brasil, o total de falhas registradas chegou a 480.283; dessas, 3.158
(ou 0,6%) levaram à morte do paciente.

A cidade de Campinas (SP) registrou, em 2025, uma média de 4 falhas por dia na assistência à saúde. O
levantamento é da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base em dados
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ao todo, foram 1.501 notificações por incidentes na metrópole no ano passado.
Em todo o Brasil, o total de erros registrados chegou a 480.283; desses, 3.158
(ou 0,6%) levaram à morte do paciente.

O ranking dos principais erros notificados em Campinas é liderado por incidentes
relacionados às falhas em processo ou procedimento clínico, com 426 ocorrências no
ano. Depois, vêm as lesões por pressão, com 250 casos.

“Não são falhas por complicações do paciente, são falhas que geralmente são
consideradas como evitáveis. Então existe esse sistema, existe a
obrigatoriedade do registro, apesar de a gente saber que tem também uma
subnotificação”, explica Gilvane Lolato, gerente-geral de Operações da ONA.

Em comparação com 2024, Campinas apresentou uma redução de 15,7% no total de
ocorrências registradas, que somaram 1.781 notificações naquele ano.

A notificação de eventos adversos é obrigatória por lei. Em 2025, considerando o
cenário nacional, os registros foram feitos principalmente por:

– Profissionais de saúde (202,1 mil registros)
– Pacientes (19,8 mil)
– Familiares (2,9 mil)
– Outros pacientes (1,4 mil)
– Cuidadores (432)

O levantamento abrange unidades de saúde públicas e privadas em todo o país. Os
hospitais concentraram a maioria dos registros, com 428.231 eventos adversos,
enquanto outros serviços de saúde, como clínicas e laboratórios, totalizaram
52.052 ocorrências.

Os eventos adversos afetaram principalmente os homens, que responderam por
50,92% dos registros, totalizando 244.562 ocorrências, enquanto entre as
mulheres foram contabilizadas 235.721 falhas.

Em relação à idade, o maior impacto foi observado na faixa de 66 a 75 anos, com
85.164 registros. Em seguida, aparecem os pacientes de 56 a 65 anos, com 73.492
ocorrências, e aqueles entre 76 e 85 anos, com 68.101 registros.

“[Após o registro] A instituição precisa instaurar um processo onde ela vai
conversar com as pessoas envolvidas, avaliar todo o processo, registro em
prontuário, em sistemas, em formulários. Ela busca levantar todos esses
registros, verifica onde aconteceu aquela falha, se tem um padrão existente, e
aí chega-se no que a gente chama, metodologicamente, na causa raiz, ou seja, a
causa principal”, detalha Lolato.

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