Campinas (SP): Frentiscão Poze é atacado e morto por cachorras agressivas na Patagônia

Campinas (SP): Frentiscão Poze é atacado e morto por cachorras agressivas na Patagônia

SÃO PAULO (SP) — A morte do “Frentiscão” Poze, um cão muito conhecido em Campinas, trouxe à tona uma série de irregularidades e uma busca por justiça por parte de seus tutores. Giovanni Fernandes, tutor do animal, relatou em um vídeo nas redes sociais que Poze desapareceu durante uma viagem à Patagônia e foi atacado por cães agressivos. O corpo do animal teria sido ocultado pelo responsável pelos outros cães, que fingiu ajudar nas buscas e, segundo Fernandes, ameaçou a família com uma arma.

O desaparecimento de Poze ocorreu no dia 12 de junho, quando o casal, que viajava com outros três cães, começou a procurar pelo animal após perceber sua ausência. Parentes e amigos, ao longo de uma jornada de 40 horas e 3,3 mil km, mobilizaram esforços para encontrá-lo, colando cartazes e conversando com moradores locais. A jornada trágica culminou na confirmação do falecimento do cão em 19 de julho.

Após conversas com moradores da região, Filipe soube que o proprietário do camping havia confessado o ataque a uma funcionária de loja, afirmando que “o corpo do cachorro jamais seria encontrado”. Essa informação motivou a família a confrontar o homem, que acabou reagindo com violência e, alegam, a ameaçou com uma arma quando descobriram a verdade sobre a morte de Poze.

Para buscar justiça, Giovanni registrou um boletim de ocorrência na Argentina e está se articulando com uma advogada para possíveis ações legais contra o suposto responsável pela morte de seu animal de estimação. “O que dói não é só a perda, é saber que nos tiraram o direito de tentar salvar ele”, desabafou.

Poze, que ficou conhecido como “Frentiscão” após ser adotado por Giovanni e sua esposa em um posto de gasolina, compartilhava o espaço com outros cães da família em uma vida marcada por brincadeiras e carinho. Ele tinha uma grande presença nas redes sociais, onde seu perfil acumulava mais de 1,1 milhão de seguidores, mostrando suas aventuras e o cotidiano da família.

Giovanni descreveu Poze como um animal sociável, acostumado a interagir com outros cães. A última lembrança do tutor é de um momento carinhoso entre eles, que agora se torna uma recordação agridoce em meio à tragédia. O caso traz à tona questões sobre a segurança de animais em ambientes de camping e a responsabilidade de tutores para com seus pets.

Enquanto busca justiça, a família de Poze espera que sua história possa sensibilizar outros tutores sobre a proteção e cuidados que devem ter com seus animais, especialmente em locais desconhecidos. A tragédia reflete a importância do respeito pela vida animal e a urgência em responsabilizar aqueles que não cuidam de seus animais adequadamente.

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