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A Polícia Legislativa agrediu mulheres e manifestantes que tentavam se esconder da chuva no saguão da Assembleia Legislativa na tarde de ontem

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A Polícia Legislativa agridiu mulheres e manifestantes que tentavam se esconder da chuva no saguão da Assembleia Legislativa na tarde de ontem. Na confusão, os seguranças jogaram spray de pimenta, empurraram e chutaram as acampadas. A agricultora familiar Antônia Ivoneide faz parte do grupo de mulheres acampadas desde a manhã de ontem e foi uma das agredidas. “A gente está aqui para cobrar dos deputados a aprovação de um projeto, mas começou a chover e a gente foi entrar na Assembleia, mas fomos impedidas. Fomos agredidas com empurrões, pontapés e até spray de pimenta”, relatou.

As mulheres lutam pela valorização do trabalho das camponesas e, em decorrência do Dia da Mulher, estão cobrando dos deputados goianos agilidade na votação e aprovação de Projeto da Lei da Agricultura Familiar Camponesa, que incentiva produção e comercialização de produtos e de artesanatos feitos por elas. “Estamos aqui em busca dos nossos direitos. Em nenhum momento quebramos ou provocamos briga. Essa polícia é muito despreparada e desrespeitosa”, completou Antônia.

O Diário do Estado tentou falar com o chefe da segurança da Assembleia, mas ele não quis falar sobre o assunto. Limitou-se a dizer que os policiais estão cumprindo normas internas para garantir a ordem e a segurança da Casa. No momento da confusão, o deputado Manoel de Oliveira foi ao encontro dos manifestantes para ouvir as reivindicações e entender o ocorrido. “Essa casa é do povo. Essa gente não pode ser proibida de entrar, muito menos ser agredida”, comentou.

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