Uma capivara foi resgatada com uma fita plástica presa ao redor do corpo próximo ao Rio Pinheiros, em São Paulo. O objeto comprimia a região do tórax da capivara, colocando o animal em risco de morte. O resgate foi realizado por funcionários da concessionária ViaMobilidade, que administra a Linha 9-Esmeralda, após monitoramento da capivara nas proximidades da estação Santo Amaro.
A capivara foi retirada do local com segurança e levada para avaliação por voluntários do Projeto CAPA (Centro de Apoio e Proteção Animal), que acompanha cerca de 120 capivaras que vivem nas margens do Rio Pinheiros. A equipe instalou uma armadilha adequada com isca de cana-de-açúcar para atrair o animal sem causar estresse e conseguiu remover a fita que apertava o tórax da capivara antes de devolvê-la ao seu habitat natural.
Armadilhas apropriadas são essenciais para resgatar capivaras em situações como essa, quando objetos como sacolas plásticas, fitas, cordas e roupas podem ficar presos aos animais, comprometendo sua segurança e bem-estar. Segundo o Projeto CAPA, as fitas de polietileno usadas para amarrar materiais de construção representam o maior risco, pois são rígidas e podem causar ferimentos graves às capivaras.
A população não deve tentar ajudar os animais em situações desse tipo, pois além de poder configurar um crime ambiental, a prática pode colocar em risco tanto os animais quanto as pessoas envolvidas no resgate. As capivaras podem se tornar agressivas em situações de estresse, o que pode prejudicar os esforços de resgate. Portanto, é fundamental acionar profissionais qualificados, como o Projeto CAPA, ao encontrar animais silvestres feridos ou em perigo.




