O ex-vereador e pré-candidato ao Senado Carlos Bolsonaro usou as redes sociais para contar que foi impedido de visitar seu pai, Jair Bolsonaro, após a cirurgia. Segundo ele, a Polícia Federal não abriu exceção nos horários de visita, mantendo o cronograma estabelecido. Apesar do estado de saúde delicado do ex-presidente, as visitas só são permitidas às terças e quintas das 9h às 11h. Após o pedido de Carlos, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a entrada de familiares sem a necessidade de solicitações prévias. Mesmo assim, alguns pedidos de visita anteriores não foram sequer apreciados.
Jair Bolsonaro foi preso em novembro e recebeu alta após cirurgia em dezembro. Carlos ressaltou nas postagens que o pai enfrenta problemas cardiovasculares e foi tratado de hérnia inquinal. Um cardiologista e um fisioterapeuta estão autorizados a atendê-lo na prisão, mas Moraes nega prisão domiciliar humanitária. O ministro alega que a PF tem estrutura para cuidar do ex-presidente em tempo integral, indeferindo os pedidos de prisão domiciliar, concedida a Fernando Collor de Mello, outro ex-presidente.
A pena de Bolsonaro é de 27 anos e três meses, podendo ser reduzida para dois anos e quatro meses por projeto de lei. No entanto, o presidente Lula pretende vetar integralmente o texto. Nesta segunda-feira, o deputado Paulinho da Força deve visitar Collor em prisão domiciliar após autorização de Moraes.




