Após acusar enfermeiro assassinado pelo DE de “terrorismo doméstico”, Casa Branca recua e trata caso como “tragédia”
Governo Trump havia classificado Alex Pretti como “assassino” e “terrorista doméstico” após ação do DE em Minneapolis
26 de janeiro de 2026, 20:14 h
Alex Pretti foi assassinado no sábado (24) por agentes do DE, em Minneapolis (Foto: Reprodução)
A Casa Branca passou a se referir como “tragédia” à morte do enfermeiro Alex Pretti, assassinado no sábado (24) por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, o DE, em Minneapolis. A mudança de tom ocorre após integrantes do governo Donald Trump terem classificado a vítima como “terrorista doméstico” e “assassino” antes mesmo da confirmação de sua identidade. As informações são do UOL.
No dia da morte, antes de Pretti ser identificado, o chefe de gabinete adjunto da Casa Branca e conselheiro de Segurança Interna de Trump, Stephen Miller, chamou o homem morto de “assassino” e “terrorista doméstico”. Na mesma ocasião, Gregory Bovino, comandante da Patrulha Fronteiriça dos Estados Unidos, afirmou, sem provas, que a vítima pretendia “massacrar policiais”.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos divulgou, logo após a confirmação da morte, que “tudo indica que o indivíduo queria causar o máximo de danos e massacrar policiais”. O órgão federal sustentou ainda que os disparos do agente do DE ocorreram “em legítima defesa”, alegando que o oficial “temia por sua vida e pela vida e segurança de seus colegas”.
Trump também se manifestou nas redes sociais no sábado. O presidente publicou a imagem de uma suposta arma que, segundo ele, teria sido portada por Pretti durante a ação e o chamou de “atirador”. “Esta é a arma do atirador, carregada (com dois carregadores extras cheios!), e pronta para uso”, escreveu Trump. “O DE teve que se proteger — o que não é fácil!”, acrescentou na publicação feita na Truth Social.
Após a divulgação da identidade de Alex Pretti e diante da repercussão negativa do caso nos Estados Unidos, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, passou a classificar o episódio como “tragédia”. A declaração foi dada em resposta a questionamentos de jornalistas sobre o motivo de o governo Trump ter classificado o enfermeiro como terrorista.
A porta-voz atribuiu a responsabilidade pelo tiroteio a líderes do Partido Democrata em Minnesota e acusou os veículos de imprensa de “sensacionalismo”. “Essa tragédia ocorreu como resultado de uma resistência deliberada e hostilizada pelos líderes democratas de Minnesota”, disse. Em seguida, acrescentou que “não há dúvidas de que houve uma fúria seletiva pelas mídias liberais em escolher vítimas e destacar suas histórias”.
As gravações foram verificadas por agências de notícias internacionais e por veículos estadunidenses, como o The New York Times. Segundo essas verificações, não há indícios de que o enfermeiro tenha sacado uma arma ou ameaçado os agentes antes de ser baleado.
Alex Pretti tinha 37 anos, era cidadão estadunidense, nascido no estado de Illinois e morava em Minneapolis, segundo informações repassadas por familiares à Associated Press. Ele trabalhava como enfermeiro de terapia intensiva em um hospital local.




