Casal de empresários é preso suspeito de vender falsos remédios para emagrecer pelas redes sociais
Operação da Polícia Civil fechou laboratório clandestino em Goiânia. Ação foi realizada nesta quinta-feira.
Casal é preso suspeito de vender remédios fabricados em laboratório clandestino
Uma operação da Polícia Civil (PC) resultou na prisão em flagrante de um casal suspeito de fabricar e vender ilegalmente falsos remédios para emagrecer, em Goiânia. A “Operação Placebo” levou ao fechamento de um laboratório clandestino que funcionava dentro da casa dos suspeitos.
A ação aconteceu nesta quinta-feira (03). Como o nome dos suspeitos não foram divulgados, o DE não conseguiu contato com a defesa até a última atualização deste texto.
O caso chegou à Polícia Civil após uma denúncia. A mulher anunciou nas redes sociais a versão oral de um medicamento, vendido no formato subcutâneo por uma grande farmacêutica.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Alex Rodrigues, o medicamento estava sendo comercializado sem autorização da fabricante e em desacordo com as normas sanitárias. A suspeita alegava que estava trazendo o produto para o Brasil em uma versão aprimorada.
“Diante dessas informações, nós demos início às investigações, onde conseguimos apurar indícios de materialidade de autoria, que culminou no pedido de busca e apreensão para a residência desta mulher e para outros dois endereços, onde eram desenvolvidas atividades comerciais”, declarou em entrevista à TV Anhanguera.
O casal é proprietário de duas empresas do ramo de suplementos alimentares. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesses estabelecimentos e em uma residência, que servia como laboratório clandestino.
No local, os agentes apreenderam uma grande quantidade de caixas de remédio de tarja preta, como inibidores de apetite, ansiolíticos e estimulantes sexuais masculinos. Além de embalagens com etiquetas prontas para envio a diferentes estados do país.
De acordo com o delegado, os medicamentos eram vendidos em plataformas de market place. Ainda não há informações sobre quantas pessoas compraram o produto ou se houve relatos de problemas de saúde relacionados ao seu consumo.
Os suspeitos foram autuados por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos terapêuticos ou medicinais. A pena pode chegar a 15 anos de prisão.