Dona de brechó de luxo presa por suspeita de golpe milionário vendia livro para ensinar a faturar no setor
O livro é comercializado na internet por R$ 197; mulher e marido foram presos nesta quinta-feira (29) em São José dos Campos, no interior de SP.
Casal suspeito de aplicar golpes de até R$ 5 milhões com brechó de luxo é preso em SP
A mulher presa por suspeita de aplicar golpes por meio de um brechó de luxo se apresentava nas redes sociais como estrategista no mercado de revenda de artigos de luxo e vendia um livro digital com orientações sobre como investir nesse tipo de negócio.
O livro é comercializado por R$ 197 e prometia compartilhar a experiência de mais de 10 anos da empresária à frente do brechó online Desapego Legal, descrito no próprio material como um dos maiores do país no setor de produtos de luxo usados.
A empresária, Francine Prado, foi presa nesta quinta-feira (29), no bairro Urbanova, em São José dos Campos, junto com o marido, Filipe Prado dos Santos. O casal é investigado por suspeita de aplicar calotes que podem chegar a R$ 5 milhões, segundo a Polícia Civil.
Clientes de todo o Brasil acusam Francine Prado, dona do brechó online Desapego Legal, de aplicar um calote de R$ 5 milhões — Foto: TV Globo/Reprodução
O caso foi revelado pelo programa Fantástico, em janeiro do ano passado. A reportagem apurou que clientes de diversas regiões do Brasil acusam Francine de receber joias, bolsas e roupas de grife para revenda, mas não repassar os valores combinados nem devolver os produtos.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que as prisões ocorreram durante o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, expedidos pela Justiça do Piauí, onde tramita o processo. Durante a ação, um veículo foi apreendido. O caso foi registrado pela Delegacia de Investigações Criminais (Deic).
A defesa do casal afirmou, em nota, que foi surpreendida pela ordem de prisão e informou que o brechó entrou em recuperação judicial, com pedido aceito pela Justiça, com o objetivo de ressarcir os clientes. Os advogados também negaram qualquer intenção de fraude – veja nota na íntegra abaixo.




