Casal é suspeito de usar nome de pessoas em situação de rua no Paraná para fazer empréstimos: ‘Levam vida de ostentação’, diz delegado
Investigação é realizada desde 2023, em Londrina. Casal também é suspeito de pegar dados de outras pessoas para abrir contas. Nesta terça-feira (3), polícia cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão após banco comunicar movimentações suspeitas em cinco contas.
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Grupo suspeito de fraude explorava pessoas em vulnerabilidade em Londrina
Um casal do norte do Paraná, é suspeito de usar dados de pessoas em situação de rua para abrir contas bancárias e solicitar empréstimos. Além disso, eles são investigados por roubar dados de vítimas de outros estados – que não estão em vulnerabilidade – para realizar o mesmo procedimento. Nesta terça-feira (3), os dois foram presos durante uma operação da Polícia Civil (PC-PR), que também apreendeu bens como moto aquática e dinheiro em espécie.
Os nomes do homem e da mulher não foram divulgados pela polícia.
De acordo com o delegado Edgard Soriani, o casal possui uma vida de alto padrão com, por exemplo, uma casa em Sertaneja avaliada em aproximadamente R$ 5 milhões. O resultado final das apreensões não foi divulgado até a última atualização desta reportagem.
> “Os principais líderes dessa organização criminosa levam uma vida de ostentação, com patrimônio incompatível com as suas identidades”, disse o delegado.
Operação desta terça-feira (3) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao casal. — Foto: PC-PR
A investigação apurou que o golpe começou a ser aplicado entre 2020 e 2021. Estima-se que mais de 100 pessoas em situação de rua tiveram os dados usados. Neste número, não estão somadas as vítimas que não estão em vulnerabilidade.
A operação desta terça, em que foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e cinco de prisão, foi desencadeada depois que um banco entrou em contato com a polícia. A agência, que é do estado de São Paulo e sabia da existência da investigação, percebeu movimentações suspeitas em cinco contas.
A partir disso, as cinco vítimas foram localizadas e permitiram a quebra do sigilo bancário. Elas não possuem relação com os investigados, não estão em situação de rua e não sabiam que os próprios dados foram usados indevidamente, segundo o delegado.
Desta forma, a polícia chegou aos nomes do casal e de três funcionários deles, que movimentaram as contas e realizaram saques. O prejuízo estimado é de R$ 150 mil.
As cinco pessoas são investigadas pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsificação de documento, uso de documento falso e falsidade ideológica. Os cinco mandados de prisão são contra elas.
A investigação sobre o uso de dados de pessoas em situação de rua e de outras vítimas continua.




