Caso Daiane Alves: síndico tem prisão mantida
A Justiça manteve a prisão preventiva do síndico Cléber Rosa de Oliveira, acusado de matar a corretora de imóveis Daiane Alves Sousa, em Caldas Novas, no sul de Goiás. A decisão foi tomada pela 1ª Vara Criminal da comarca, durante a revisão obrigatória da prisão.
O g1 tentou contato com a defesa de Cléber, mas ainda não teve resposta até a última atualização da reportagem.
Segundo a decisão judicial, não houve fatos novos que justificassem a soltura do acusado e permanecem presentes indícios de autoria e materialidade do crime, além do risco caso ele responda ao processo em liberdade.
RELEMBRE O CASO
A corretora Daiane Alves Sousa, de 43 anos, desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, após descer ao subsolo do prédio onde morava para verificar uma queda de energia. Mais de 40 dias depois, o síndico foi preso pela Polícia Civil. Ele confessou o crime e levou os investigadores até o local onde havia deixado o corpo da vítima, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas.
Durante as investigações, a Polícia Civil recuperou um vídeo gravado pela própria vítima no momento do ataque. As imagens estavam no celular de Daiane, que foi encontrado dentro de uma tubulação de esgoto do prédio, onde permaneceu por 41 dias. O vídeo mostra quando a corretora chega ao subsolo do condomínio e é surpreendida pelo síndico. Segundo a polícia, ele aparece nas imagens usando luvas e aguardando a vítima, o que indicaria premeditação.
Quanto à prisão de Cléber, ela foi mantida devido à gravidade da conduta e à forma como o crime teria sido planejado. Segundo a decisão, o acusado teria desligado intencionalmente a energia elétrica do apartamento da vítima para atraí-la ao subsolo do prédio onde morava. No local, teria aguardado Daiane encapuzado e executado a vítima com dois disparos na cabeça.




