Entre os locais que ocorreram os crimes em 2021 estão: Cais de Campinas (3), Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira – Hugol (2), Cais do Bairro Goiá (2), Cais Amendoeiras (1) e Cais Novo Mundo (1). Já este ano os registros de agressão ocorrerem no Cais de Campinas (1), Cais Amendoeiras (1) e Cais Chácara do Governador (1).
A médica Eny Cristina da Cunha Godinho Aires, de 51 anos, faz parte dos profissionais que foram agredidos enquanto trabalhavam. Ela diz que durante o plantão de domingo (3), foi agredida com chutes pela filha de um paciente no Hospital Municipal de Monte Alegre de Goiás. A profissional, inclusive, abriu um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra a agressora por lesão corporal.
“Estou pensando seriamente em completar minha escala de plantões e me desligar do município. Eu amo a minha profissão, mas nunca pensei que seria agredida no meu local de trabalho. Estou com vários hematomas pelo corpo. Agora, só quero justiça”, explicou.
Números podem ser maiores
Para a vice-presidente do Sindsaúde, Neia Vieira, os dados são superficiais. Ela acreditada que os números podem ser ainda maiores, visto que muitos profissionais deixam de denunciar agressões verbais e até mesmo físicas.
O motivo do crescimento de profissionais da saúde vítimas de violência pode estar relacionada a falta de segurança nas unidades de saúde, segundo Neia.
“A gente vem recebendo inúmeras denúncias de profissionais de várias unidades de saúde. Os profissionais estão sobrecarregados, trabalhando durante a pandemia com a falta de insumos, equipamentos e tentando atender a população com um serviço de digno. Precisamos que as condições de melhores condições de trabalho e que mais profissionais sejam contratados. Além disso, a Guarda Civil, que deveria proteger os trabalhadores não está presente nos postos de saúde durante à noite e em determinados locais”, concluiu.
Nota GCM
A respeito de solicitação deste veículo de comunicação, a Agência da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia (AGCMG), informa o que se segue:
-A Guarda Civil segue com atendimento às unidades municipais de Saúde, por meio do patrulhamento preventivo presencial, rondas, e botão do pânico.



