Caverna São Vicente no Parque Terra Ronca: O Everest das Cavernas em Goiás

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O complexo de cavernas São Vicente, localizado no Parque Estadual Terra Ronca, em Goiás, é conhecido como o Everest das cavernas. Isso se deve ao fato de abrigar o rio subterrâneo mais volumoso do Brasil, com 10 km de extensão e um total de 16 cachoeiras em seu interior. Para explorar esse ambiente único, os visitantes precisam ter habilidades em rapel e conhecimento em técnicas verticais, como manobras de ascensão.

Entrevistado pelo DE, o guia turístico e bombeiro militar Marcelo Peregrino afirmou que o roteiro básico pela caverna pode ser realizado por qualquer pessoa. Esse percurso inclui dois rapéis e chega até a terceira cachoeira. Na volta, os visitantes têm a oportunidade de parar na segunda cachoeira para nadar, tirar fotos e desfrutar de um café fresquinho.

Já para o roteiro avançado, é necessário que o visitante tenha autonomia em técnicas verticais ou participe de um treinamento prévio no dia anterior à visita. Nesse caso, a exploração chega até a quinta cachoeira, conhecida como Iguaçu, com 15 metros de altura e localizada a 2 km da entrada da caverna. As técnicas verticais envolvem o uso de cordas para movimentação em ambientes verticais, proporcionando uma experiência única e desafiadora.

Com uma extensão de 57 mil hectares de Cerrado preservado, o Parque Estadual Terra Ronca é gerido pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e abriga um dos maiores conjuntos de cavernas da América Latina. O local é um verdadeiro paraíso para os amantes de turismo de aventura, oferecendo uma variedade de atrativos naturais e uma experiência única e desafiadora.

A professora da Universidade Federal de Goiás (UFG), Rosane Garcia Collevatti, escolheu explorar a Caverna São Vicente motivada pelo desafio que o local oferece. Com a necessidade de descer e subir por cordas, além de transpor cachoeiras no interior da gruta, a travessia exige preparo físico e psicológico dos visitantes. A São Vicente se destaca por ser uma caverna com cachoeiras que só pode ser percorrida com o uso de técnicas verticais, proporcionando uma experiência única e desafiadora.

A médica paulista Amanda Fernandes Halla, por sua vez, descreve sua experiência em Terra Ronca como uma verdadeira descoberta. Ao explorar a Caverna São Vicente com suas amigas, Amanda se encantou com o ambiente novo e desafiador. O passeio incluiu a visita até a terceira cachoeira, com a utilização de neoprene para proteção na água gelada, além de rapel acompanhado pelo guia turístico Marcelo Peregrino.

O bancário Bruno Alcantara relata a intensidade da aventura ao entrar na Caverna São Vicente pela primeira vez. Considerando a caverna um espetáculo e a mais radical de todas, Bruno destaca a emoção de adentrar os mais de dois quilômetros de passagens subterrâneas, com rapéis realizados no escuro e a emoção de estar ao lado de cachoeiras. A experiência de explorar a caverna remeteu-o a um cenário cinematográfico, proporcionando momentos únicos e inesquecíveis.

Finalmente, a engenheira ambiental Natalia Leite ressalta a singularidade de Terra Ronca como um local pouco explorado pelo turismo massificado. Com a oportunidade de conhecer as cavernas do parque, Natalia destaca a importância do desafio e da superação pessoal ao explorar ambientes subterrâneos. A visita à Caverna São Vicente, conhecida pela sua maior dificuldade técnica, exigiu lições prévias e habilidades em cordas para rapel e ascensões. A experiência representa um verdadeiro desafio e uma imersão na natureza selvagem e pouco explorada.

No geral, o Parque Estadual Terra Ronca oferece uma experiência multidimensional aos visitantes, com mais de 260 cavernas catalogadas e uma variedade de atrativos naturais. O guia turístico Rafael de Oliveira destaca a importância de seguir uma progressão de visitação, começando pelas cinco cavernas principais antes de se aventurar em trechos mais desafiadores, como a São Vicente. Os valores para visitação variam dependendo do roteiro escolhido, sendo recomendado agendar com antecedência para explorar as belezas naturais do parque.

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