A Comissão Especial de Inquérito (CEI) em Goiânia ouviu vítimas de acidentes causados por fios de telefonia soltos em vias públicas, destacando a insegurança enfrentada por condutores, especialmente motociclistas.
Os relatos das vítimas referem-se a acidentes ocorridos na Avenida Marechal Rondon, onde cinco pessoas ficaram feridas após um fio de telefonia atingir motociclistas. Os depoimentos relataram os traumas sofridos e a falta de assistência após o acidente.
Entre os feridos, um engenheiro eletricista sofreu fratura no punho e queimadura de terceiro grau no braço. Um motociclista de aplicativo teve queimaduras nas pálpebras, e uma passageira relatou lesões no joelho após aguardar socorro por cerca de 40 minutos.
As vítimas afirmaram não ter recebido assistência das empresas responsáveis pela fiação, destacando a falta de suporte para atendimento médico e ressarcimento de danos.
Em resposta aos relatos, o presidente da CEI orientou as vítimas a registrarem boletim de ocorrência e realizar exame de corpo de delito para responsabilização dos envolvidos. A falta de identificação dos cabos foi apontada como um entrave para a fiscalização.
O relator da comissão ressaltou que ações pontuais não resolvem o problema, defendendo a responsabilização das concessionárias de energia e das operadoras de telecomunicações. A CEI deve propor medidas estruturais diante da falta de fiscalização preventiva.
Os depoimentos indicaram a recorrência do problema em diferentes pontos da cidade, ressaltando a necessidade de ações imediatas para evitar novos acidentes causados por fios soltos. A falta de manutenção e fiscalização da rede de telecomunicações foi evidenciada como uma das causas dos acidentes.
A Comissão Especial de Inquérito em Goiânia destacou a gravidade dos acidentes com fios soltos e a falta de assistência às vítimas, apontando falhas na fiscalização e na identificação dos responsáveis. Medidas estruturais e educativas são necessárias para garantir a segurança dos condutores e pedestres nas vias públicas.



