Um celular roubado ou furtado em São Paulo podia passar por uma verdadeira “linha de produção” criminosa antes de voltar ao mercado.
De acordo com levantamento realizado pela Polícia Civil, muitos aparelhos celulares furtados na capital paulista eram destinados a oficinas clandestinas, onde passavam por um processo de desbloqueio e alteração de IMEI. Após essa etapa, os dispositivos eram revendidos no mercado informal, alimentando a criminalidade na região.
O esquema envolvia desde a coleta dos aparelhos nas ruas até a revenda, passando pelas etapas de adulteração e desbloqueio. A prática ilegal era realizada por uma rede de criminosos especializados, que atuavam de forma organizada para garantir a rápida comercialização dos celulares.
Métodos utilizados pelos criminosos
Segundo informações da investigação, os dispositivos furtados eram encaminhados para pequenas oficinas localizadas em áreas periféricas da cidade. Nessas oficinas, os aparelhos passavam por um processo de desbloqueio, que consistia na modificação do software para permitir o uso com chips de diferentes operadoras.
Além disso, os criminosos alteravam o IMEI dos celulares, um código único que identifica cada aparelho no mundo. Essa alteração dificulta a identificação dos dispositivos em caso de roubo, uma vez que o IMEI original fica oculto após a adulteração.
Após as modificações, os celulares eram prontos para serem revendidos no mercado informal, onde eram comercializados por um valor muito abaixo do praticado no varejo convencional. Os compradores, muitas vezes inocentes, adquiriam os aparelhos sem saber a origem criminosa dos dispositivos.
Ação da Polícia Civil de São Paulo
Diante da gravidade da situação, a Polícia Civil de São Paulo intensificou as ações de combate ao comércio ilegal de celulares na região. Uma operação realizada nesta quarta-feira resultou na prisão de cinco suspeitos de integrar a quadrilha responsável por desbloquear e revender os aparelhos furtados.
Durante a ação, os agentes apreenderam diversas ferramentas utilizadas no processo de adulteração dos celulares, bem como uma grande quantidade de dispositivos prontos para serem comercializados. A Polícia Civil segue investigando a extensão do esquema e buscando identificar outros envolvidos na prática criminosa.
As autoridades alertam a população para que evite adquirir celulares de origem duvidosa, uma vez que a compra desses dispositivos pode incentivar o crime e contribuir para a perpetuação do esquema criminoso. É fundamental que os consumidores estejam atentos à procedência dos produtos adquiridos e denunciem qualquer atividade suspeita às autoridades competentes.



