Cenário surpreendente: Rio Solimões apresenta recuo no nível das águas em plena cheia na Amazônia

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O Rio Solimões, um dos principais afluentes do Rio Amazonas, vem apresentando um cenário surpreendente em diferentes cidades do Amazonas, mesmo durante o período de cheia na região. Enquanto o Rio Negro segue subindo em Manaus, trechos do Solimões têm registrado uma redução significativa no nível das águas, alertando para possíveis mudanças climáticas na região.

Mesmo em pleno período de cheia na Amazônia, trechos do Rio Solimões vêm apresentando um recuo no nível das águas em diversas cidades do interior do Amazonas. Segundo dados da Praticagem dos Rios Ocidentais da Amazônia (Proa Manaus), monitorados nesta terça-feira (30), esse comportamento atípico dos rios da região tem chamado a atenção dos especialistas.

O período de cheia dos rios na Amazônia geralmente ocorre entre dezembro e junho, durante o inverno amazônico. Nesse período, o aumento das chuvas gradualmente eleva o nível das águas, com o pico previsto para entre maio e junho. No entanto, após duas secas históricas em 2023 e 2024, o cenário no interior do estado se apresenta de forma diferente, com trechos do Solimões registrando queda nos níveis.

Em cidades como Tabatinga, no Alto Solimões, Coari, no Médio Solimões, e Santo Antônio do Içá, o nível do rio Solimões vem apresentando reduções significativas. Essa situação está ligada a eventos extremos dos últimos anos, que afetaram a recarga natural dos sistemas hídricos. Mesmo durante o período de cheia, os níveis do Solimões ainda demonstram uma resposta irregular.

Diversos fatores contribuem para esse comportamento atípico do rio, como o aumento do volume de chuvas durante o inverno amazônico, o fenômeno La Niña, que altera os padrões de precipitação na região, e a combinação desses elementos que geram comportamentos distintos entre as diferentes bacias hidrográficas. Enquanto isso, em Manaus, o Rio Negro segue em alta, evidenciando um comportamento mais alinhado ao período chuvoso.

As chuvas no Peru são apontadas como um dos fatores que podem aumentar o nível do Rio Solimões em cidades como Tabatinga e Benjamin Constant. Esse cenário incomum chama a atenção para a importância do monitoramento e estudo dos rios na região amazônica, a fim de compreender melhor as mudanças climáticas e seus impactos nos recursos hídricos da Amazônia.

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