Censo revela que 27% dos adultos de Campinas possuem ensino superior completo, mas 20% não concluíram o fundamental

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Censo: 27% dos adultos de Campinas fizeram faculdade, mas outros 20% não completaram o fundamental

Dados foram divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira e fazem um raio X do nível de escolaridade da população maior de 18 anos.

Campinas (SP) [https://de.globo.com/sp/campinas-regiao/cidade/campinas/] tem 190.526 pessoas com mais de 18 anos que não completaram o ensino fundamental, o que corresponde a 20,96% da população. Entre os que possuem ensino superior completo são 250.040 moradores, equivalente a 27,5%.

Os dados são do Censo 2022 e foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento considera apenas a população adulta, de um total de 1.139.047 moradores na metrópole, 909.152 tem mais de 18 anos.

Grau de instrução da população maior de 18 anos

População Porcentagem Sem instrução e fundamental incompleto 190.526 20,96% Fundamental completo e médio incompleto 124.984 13,75%. Médio completo e superior incompleto 343.602 37,79% Ensino superior completo 250.040 27,5%

Fonte: IBGE
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A pesquisa do IBGE também mostra quais as áreas de estudos nas quais mais pessoas concluíram o ensino superior. Veja abaixo.

Cursos mais comuns que se formaram nas universidades

Graduados Negócios, administração e direito 82.188 Saúde e bem-estar 39.041 Engenharia, produção e construção 33.450 Ciências sociais, comunicação e informação 20.957 Educação 20.468 Artes e humanidades 15.465 Computação e tecnologias da informação e comunicação (tic) 11.993 Ciências naturais, matemática e estatística 11.331 Não sabe e graduação mal especificada 6.992 Agricultura, silvicultura, pesca e veterinária 4.574 Serviços 3.581

Fonte: IBGE
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Sara Freitas é diarista e conta que durante a infância viveu com os irmãos e longe dos pais, por isso precisou começar a trabalhar muito cedo e acabou abandonando os estudos. Neste ano ela pretende terminar o fundamental.

> “Porque a gente sempre se submete a subempregos, então sempre serviços muito difíceis. Porque você não se sente capaz de procurar um serviço que o estudo exigiria. Essa é minha maior dificuldade […] sempre fui uma aluna de tirar dez, e com o apoio dos professores voltei a tirar dez”, disse.

Ela diz estar bastante animada e aos 46 anos e avó de seis netos, pretende fazer uma faculdade para ser um exemplo para a família.

Maciel tem 39 anos e abandonou os estudos há 15 anos para alimentar a família. Mas também diz que pretende continuar na escola e sonha ser professor para passar adiante todo o ensino que recebeu.

> “A gente deixou a escola de lado sem saber o que estava perdendo. E voltei porque várias oportunidades apareceram para mim e pela falta de estudos eu não pude ficar naquele emprego”, fala.

A especialista em educação, Jessica Zuzi, comenta que o índice de pessoas sem ter concluído o ensino fundamental é preocupante, principalmente por ele ser a base para “qualquer carreira”.

> “A gente vê, através desses dados que a vida acadêmica não é fácil. Ás vezes a criança apresenta as dificuldades e ela não é acolhida da forma necessária e ela acaba abandonando”, diz.

Ela fala que é preciso de mais incentivo para educação, além disso, ela aponta que é preciso trabalhar no comportamento dos jovens que são mais imediatistas e tem uma visão de que o estudo não vale a pena, “isso precisa ser mudado”.

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