Em meio à polarização entre esquerda e direita, os partidos do chamado centrão se mostram indecisos e pretendem esperar bastante antes de apoiar um candidato mais competitivo nas eleições presidenciais de 2026. Políticos de ao menos três partidos de centro ouvidos afirmaram que as decisões devem ser tomadas apenas em julho, durante as convenções partidárias. Enquanto isso, as legendas do Centrão tentam viabilizar candidaturas próprias ao menos para marcar posição e resistem às tentativas de aproximação tanto do PL do pré-candidato Flávio Bolsonaro quanto do PT de Lula. As convenções partidárias podem acontecer de 20 de julho a 05 de agosto, quando partidos e federações poderão realizar os eventos para deliberar sobre coligações e definir candidatas e candidatos aos cargos em disputa. As eleições para os cargos de deputadas e deputados estaduais, federais e distritais, senadoras e senadores, governadores, além do cargo de presidente da República, devem ocorrer nos dias 4 de outubro (1º turno) e 25 de outubro (2º turno). As datas já foram confirmadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A tendência é que alguns partidos, como o MDB, mantenham a neutralidade e liberem seus diretórios estaduais. Na campanha eleitoral de 2022, o MDB seguiu uma estratégia parecida, apostando em um projeto próprio no primeiro turno. Uma pesquisa interna revelou um racha interno em relação ao apoio a Lula. O Republicanos ainda aguarda uma data para reunir a cúpula e discutir internamente sua posição nas eleições. O Progressistas ainda não decidiu oficialmente seu rumo, apesar de defesas públicas a favor de Flávio Bolsonaro. O União Brasil segue indeciso sobre como orientar seus filiados, assim como o PSD, que sinaliza um projeto próprio com possíveis candidaturas. O PT tenta se aproximar do centro, cogitando oferecer vice ao MDB, mas enfrenta obstáculos pela montagem de palanques. Flávio Bolsonaro busca o apoio do centrão, porém, tem enfrentado resistência.




